Arquidiocese de Braga -

15 março 2025

Definido o Itinerário de Implementação do Sínodo até 2028

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O caminho traçado pelo Sínodo nos últimos anos entra agora numa nova fase de concretização.

O caminho traçado pelo Sínodo nos últimos anos entra agora numa nova fase de concretização. Com a carta enviada hoje pelo Cardeal Mario Grech, Secretário Geral do Sínodo, aos Bispos e responsáveis das Igrejas locais, inicia-se oficialmente o processo de implementação, marcado pelo acompanhamento e avaliação das escolhas feitas a nível local. Segundo a carta, este percurso pretende envolver todas as comunidades e favorecer um intercâmbio de dons entre as Igrejas e na Igreja inteira, promovendo uma sinodalidade vivida de forma concreta e permanente.

O Santo Padre aprovou, no passado dia 11 de março, o lançamento deste caminho, que, segundo a carta, “não consiste apenas na aplicação de diretrizes, mas num verdadeiro processo de recepção e discernimento”, respeitando as realidades locais e favorecendo um caminho comum para toda a Igreja.

Um itinerário para consolidar a sinodalidade

O percurso estabelecido culminará com a celebração de uma Assembleia Eclesial no Vaticano em outubro de 2028. Até lá, a Igreja viverá um tempo de aprofundamento e concretização das orientações sinodais, marcado por etapas significativas, entre as quais:
    •    Maio de 2025: publicação do Documento de Apoio à fase de implementação;
    •    24-26 de outubro de 2025: Jubileu das Equipas Sinodais e dos órgãos de participação;
    •    2026-2027: processos de implementação e avaliação nas Igrejas locais, Conferências Episcopais e agrupamentos continentais;
    •    Junho de 2028: publicação do Instrumentum Laboris;
    •    Outubro de 2028: Assembleia Eclesial no Vaticano.

Uma fase essencial para o futuro da Igreja

A carta destaca que a fase de implementação do Sínodo deve ser entendida “não como uma mera aplicação de diretrizes vindas de cima, mas como um processo de recepção das orientações expressas pelo Documento final de maneira adequada às culturas locais e às necessidades das comunidades”. Ao mesmo tempo, ressalta a importância de um percurso harmonizado: “É necessário proceder em conjunto como Igreja inteira, harmonizando a aplicação nos diferentes contextos eclesiais”.

Outro ponto enfatizado é a valorização das equipes sinodais, formadas por presbíteros, diáconos, consagrados e leigos, que desempenharão um papel central no acompanhamento deste processo. A carta convida todas as dioceses e eparquias a comunicarem à Secretaria Geral do Sínodo a composição das suas equipas sinodais, reforçando a necessidade de as revitalizar e, onde necessário, reativar.

O caminho traçado pelo Sínodo nos últimos anos não se encerra, mas entra agora numa nova fase de concretização. O processo de acompanhamento e avaliação permitirá que todas as comunidades se sintam envolvidas, contribuindo para um “intercâmbio de dons entre as Igrejas e na Igreja inteira”.