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DACS com The Tablet | 1 Set 2022
Nova fase do processo sinodal contará novamente com leigos
O número de participantes no Sínodo 2021-2023 é claramente superior quando comparado com os números dos sínodos das últimas décadas.
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  © Vatican Media

Cardeal Mario Grech garante que a próxima fase não será apenas uma reunião de bispos. O secretário geral do Sínodo dos Bispos afirma que só o Espírito Santo poderá “sequestrar” o processo em curso. 

Os detalhes para a segunda fase do processo sinodal foram apresentados no Vaticano a 26 de Agosto. Os leigos voltam a ser chamados a participar no processo para definir o futuro da Igreja Católica. Das conclusões retiradas da primeira fase destaca-se o pedido dos fiéis para o fim do clericalismo, a maior inclusão da mulher em certas funções e ainda a aceitação de alguns grupos marginalizados. 

D. Mario Grech anunciou ainda a publicação, até meados de Novembro, de um documento síntese com as conclusões enviadas pelas igrejas locais. O objectivo passa por devolver o documento a quem participou no processo, garantindo que as conclusões nele apresentadas vão de encontro ao que foi sugerido no início do processo. 

Para Jean-Claude Hollerich, cardeal luxemburguês, este é um processo sem precedentes. O coordenador do processo sinodal refere que nunca houve por parte da Igreja um esforço tão grande em envolver toda a hierarquia num processo deste tipo.

A fase actual termina em Dezembro de 2022, na qual Conferências Episcopais e os sínodos das Igrejas Orientais elaboram as suas sínteses. Daí resulta o primeiro Instrumentum Laboris. Depois segue-se a fase continental, na qual cada comissão, conselho, conferência, federação ou reunião de conferências episcopais se debruça sobre o primeiro documento de trabalho e entrega conclusões à Secretaria Geral do Sínodo. 

A partir dessas conclusões é produzido o segundo Instrumentum Laboris que servirá de base de trabalho para os bispos, que reunirão no Vaticano em Outubro de 2023, na fase universal do processo.

Apesar da participação dos leigos e da ambição da igreja em tornar este Sínodo no mais participado de sempre, há ainda resistência por parte de algumas minorias que o caracterizam como uma “tentativa secreta de derrubar certos ensinamentos da Igreja”.

Alguns cépticos do Sínodo criticam ainda a legitimidade de todo o processo, alegando que o mesmo contou com um número relativamente pequeno de católicos. Contudo, o número de participantes no Sínodo 2021-2023 é claramente superior quando comparado com os números dos sínodos das últimas décadas. 

O cardeal Grech, durante a conferência de imprensa sobre o encerramento da primeira fase sinodal, enfatizou a "circularidade" do processo e alertou que o objectivo não passa por "colocar uma Igreja popular contra uma Igreja hierárquica”. A intenção é tentar implementar a visão do Concílio Vaticano II da Igreja como o "Povo de Deus” e, por outro lado, “recuperar a prática de encontros que ocorreram na Igreja primitiva e que outras igrejas continuam”. 

Questionado sobre a possível existência de interesses políticos que pudessem interferir com o Sínodo, Grech respondeu que “apenas o Espírito Santo poderia sequestrar o processo”. O responsável pelo gabinete sinodal da Santa Sé reiterou ainda o “anseio por uma comunidade que celebra e anuncia a alegria do Evangelho, aprendendo a caminhar e discernir juntos”, ressalvando que o Sínodo mostrou uma “Igreja viva, que precisa de autenticidade e cura”.

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