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"Onde há amor, nascem gestos"

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12 Dez 2020
Rezar com o Menino
Nota pastoral com orientações pastorais para a quadra natalícia
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Talvez nunca se tenha falado tanto do Natal como este ano. Sabemos que, à partida, será um Natal diferente. Quanto às celebrações litúrgicas, poderão ser celebrada às horas tradicionais, segundo aquilo que mais convém ao ritmo das comunidades. 

Teremos, por isso, de intensificar as medidas profiláticas, cumprindo-as escrupulosamente, para que as festas possam ser celebradas. Não podemos facilitar. Este necessário cuidado não deve, contudo, ofuscar nem sobrepor-se ao Mistério do Natal que, em comunidade, queremos celebrar. O essencial pode ser vivido e, talvez, mais intensamente. É uma oportunidade que não poderemos desperdiçar.

As orientações dadas pela Conferência Episcopal são muito claras. Colocamos em anexo a Nota “Celebrar o Natal em tempo de pandemia” publicada recentemente pela CEP. Nela se determina a abstenção “da prática tradicional de dar a imagem do Menino a beijar”. Queremos, porém, sugerir que este momento de veneração seja vivido de outro modo. 

Para essa finalidade, o nosso Departamento Arquidiocesano para a Liturgia elaborou um esquema, disponível em anexo, que proporcionará um momento de oração diante da imagem do Menino. Já em contexto familiar, a Arquidiocese elaborou outra oração, editada em papel, e disponível na nossa Livraria. São modos de vivermos as nossas tradições com um sentido de responsabilidade. Nada se perde. Recuperamos o sentido desse gesto com outra interpretação.

A tudo o que tem sido dito sobre este Natal especial, gostaria de acrescentar algo que poderá ser novo. Habituamo-nos a olhar para as figuras do presépio e a encontrar nelas mensagens renovadas e sugestões de vivências concretas. Saibamos acolher a eloquência de todas figuras do Natal. Penso que, este ano, devemos prestar uma atenção particular a S. José. O Papa Francisco, no dia 8 de Dezembro, publicou a Carta Apostólica Patris corde – Com coração de pai . Através dela proclamou um Ano Especial onde sublinha a importância de S. José na vida de Maria e de Jesus, assim como na vida da Igreja. Quis, deste modo, celebrar os 150 anos da declaração de S. José como Padroeiro Igreja Universal, feita pelo Papa Pio IX.

Quero sublinhar duas lições referidas pelo Papa Francisco na referida Carta Apostólica. São pertinentes e podem ajudar a viver estas festas natalícias, deixando incidências no quotidiano das nossas vidas.

Em primeiro lugar, devemos ter uma certeza. S. José “ensina-nos que, no meio das tempestades da vida, não devemos ter medo de deixar a Deus o timão da nossa barca. Por vezes queremos controlar tudo, mas o olhar dele vê sempre mais longe”. 

Já pertence ao nosso dicionário reconhecer que, na pandemia, estamos no mesmo barco. É uma certeza a sublinhar: ou nos salvamos todos ou perecemos todos. Importa, agora, permitir que seja Deus a comandar a barca, na certeza de que estaremos em boas mãos e sempre veremos a vida com novos horizontes de esperança e confiança. Isto aconteceu perante os enigmas que bateram à porta de S. José e ele deixou-se orientar em todas as longas noites que teve de enfrentar.

Depois, o Papa Francisco acrescenta. “Todos podem encontrar em S. José – o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e um guia nos momentos de dificuldade”. 

Não estamos sozinhos nesta caminhada. Temos um amparo e conforto. Importa recorrer a ele. Mais interessante, ainda, é reconhecer o homem que passa despercebido, o homem da presença discreta e escondida. Não será uma lição a retirar? Na vida das famílias, no quotidiano das comunidades, precisamos de pessoas que acreditam no anonimato e não fazem barulho, procurando recompensas ou considerações. Queremos renovar a Igreja através da caridade. Alguém dizia que o amor é como o perfume: ninguém o vê mas todos o sentem. É desta gente que precisamos.

Natal é uma experiência a três: Maria, José e Jesus. Cada um com a sua missão. Neste ano especial, dedicado a S. José, permitamos, como ele, que seja Deus o comandante da barca da nossa vida e das comunidades. Acreditemos no valor e importância do amor silencioso mas operante.

  

 † Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

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