Arquidiocese de Braga -
19 outubro 2026
Cerca de 200 catequistas de Braga participaram nas Jornadas Nacionais de Catequistas, em Fátima
Departamento Arquidiocesano de Catequese
A Arquidiocese de Braga esteve representada por cerca de 200 catequistas nas Jornadas Nacionais de Catequistas, que decorreram nos dias 17 e 18 de outubro, em Fátima. O encontro constituiu uma oportunidade de formação, reflexão, oração e partilha, reforçando a importância de uma catequese que respeite o ritmo de cada pessoa e favoreça o seu crescimento na fé.
Ao longo dos dois dias, catequistas de diferentes dioceses do país refletiram sobre os desafios atuais da transmissão da fé, com particular atenção à progressividade e gradualidade do caminho catequético. As reflexões sublinharam que a catequese não se reduz à transmissão de conhecimentos, mas constitui um processo de acompanhamento e descoberta da fé.
Na Eucaristia de encerramento, presidida por D. António Azevedo, o prelado apresentou Jesus Cristo como modelo para todos os catequistas, destacando três atitudes fundamentais: a sinceridade, a procura da verdade e o acolhimento de todos, sem distinção.
«Transmitimos aquilo em que acreditamos», afirmou, sublinhando a importância de um testemunho autêntico e de uma catequese que respeite o caminho progressivo de cada pessoa. Destacou ainda a pedagogia do discernimento, recordando que a fé não oferece respostas simplistas a questões complexas, mas ajuda a formar consciências e a procurar a verdade.
Neste sentido, apontou para uma missão catequética que ultrapassa a transmissão de conhecimentos, valorizando o testemunho, a escuta e o acompanhamento, numa permanente confiança na ação do Espírito Santo.
A presença do grupo de catequistas da Arquidiocese de Braga constituiu também uma oportunidade para fortalecer os laços entre catequistas de diferentes comunidades paroquiais. Para além dos momentos de formação e oração, a viagem proporcionou espaços de convívio e novas amizades, nomeadamente através da dinâmica do «amigo secreto», que incentivou pequenos gestos de atenção e fraternidade.
Num momento em que a Arquidiocese de Braga está empenhada na implementação do Itinerário de Iniciação à Vida Cristã de Crianças e Adolescentes com as Famílias, Caminho de Emaús, as reflexões das Jornadas assumem particular significado, reforçando a centralidade da pessoa, o envolvimento das famílias e a importância do acompanhamento.
Mais do que um encontro de formação, as Jornadas foram uma experiência de comunhão e renovação da missão. O desafio permanece: transformar o que foi vivido em Fátima em gestos concretos de acolhimento, escuta e acompanhamento nas comunidades.
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