Arquidiocese de Braga -
28 setembro 2026
Basílica dos Congregados abre-se à música como «lugar de respiração» no coração da cidade
DM
A Basílica dos Congregados vai acolher, entre outubro e dezembro, uma intensa programação musical, numa aposta que procura aprofundar a relação entre património, espiritualidade, cultura e vida da cidade.A temporada começa já no dia 3 de outubro, com o regresso da Música de Câmara Braga – Braga Chamber Music 2026, sob direção artística do violinista Miguel Simões. Até 5 de dezembro, os concertos realizam-se aos sábados, às 19h00, reunindo músicos portugueses e internacionais em diferentes formações.
Ana Vieira Leite, Alissa Margulis, Kyril Zlotnikov, Marianna Shirinyan, Gary Hoffman, Chloe Mun, Ilya Grubert, Vasco Dantas, Nicolas Dautricourt e Inon Barnatan são alguns dos intérpretes que passarão pelos Congregados ao longo da temporada.
Para o reitor da Basílica, Pe. Paulo Terroso, a abertura à música deve ser compreendida a partir da própria identidade religiosa do espaço e daquilo que uma igreja pode oferecer a uma cidade contemporânea.
«As nossas cidades estão cheias de ruído, de velocidade, de estímulos e, tantas vezes, também de conflito. Uma igreja pode ser precisamente o contrário disso: um lugar de respiração, onde é possível parar, fazer silêncio, contemplar e reencontrar alguma unidade interior. É um espaço de regeneração. A Basílica é, antes de tudo, um lugar de fé e de oração, mas a beleza e a música podem participar dessa mesma experiência: ajudam-nos a sair por momentos da agitação e abrem-nos ao encontro, à interioridade e à transcendência».
O sacerdote considera que esta dimensão ganha particular importância numa igreja situada no centro da cidade.
«Queremos que os Congregados sejam uma casa aberta à cidade. Não apenas uma igreja por onde se passa, mas um lugar onde se pode entrar, permanecer e respirar. A cultura pode ajudar-nos nisso quando não ocupa simplesmente o espaço, mas entra em diálogo com ele».
Do Semibreve à Orquestra Filarmónica
A diversidade desta programação será particularmente visível nos dias 22 e 23 de outubro, com duas propostas de linguagens muito diferentes.
No dia 22, a Basílica integra a programação do Festival Semibreve 2026, recebendo a artista belga Suzan Peeters, que apresenta Cassotto, criação que parte do acordeão para explorar as suas possibilidades tímbricas em diálogo com a eletrónica e a experimentação sonora.
Na noite seguinte, 23 de outubro, às 21h30, será a vez da Orquestra Filarmónica de Braga, dirigida pelo maestro Filipe Cunha, apresentar The Eras of Classical Music – a Tribute.
O concerto propõe uma viagem pela história da música erudita, do Barroco à contemporaneidade, com obras de Albinoni, Vivaldi, Haydn, Mendelssohn, Albéniz e John Rutter.
A temporada Música de Câmara Braga prossegue entretanto nos dias 24 e 31 de outubro, 7, 14, 21 e 28 de novembro, terminando a 5 de dezembro.
Natal encerra programação
O último grande momento está marcado para 22 de dezembro, às 21h30, com “Aurora Domini”, integrado na programação de Natal do Município de Braga.
O concerto contará com um apontamento do Coro Aberto do Distrito de Braga e, na componente profissional, com a Orquestra e o Coro do Distrito de Braga, que interpretarão Jubilate Deo, do compositor norte-americano Dan Forrest.
Da música de câmara à criação contemporânea, passando pelo repertório sinfónico e coral, a programação procura fazer da Basílica um lugar onde diferentes públicos possam encontrar-se através da música, num espaço que conserva como primeira identidade a oração e a experiência do sagrado.
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