Arquidiocese de Braga -

29 agosto 2026

Sé Catedral de Braga festejou 937 anos como farol da fé cristã

Fotografia DM

DM - Francisco de Assis

A Sé Catedral de Braga, a mais antiga de Portugal, festejou ontem 937 anos de existência, como «farol da fé cristã», lugar de encontro e de acolhimento, de portas abertas para todos, onde «ninguém se sente excluído». Na eucaristia festiva, o Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes, recordou que cada pedra da catedral guarda «histórias de fé, lágrimas de conversão, passos de esperança, votos de entrega e silêncios de adoração».

A eucaristia festiva foi concelebrada por D. Fernando, Bispo Auxiliar de Angola; o cónego José Paulo Abreu, Deão do Cabido Metropolitano, entre outros cónegos e sacerdotes.

Na sua homilia, D. Delfim Gomes expressou «profunda alegria e sincera gratidão» pelos 937 anos de Dedicação da Sé Catedral, a mãe espiritual de todas as igrejas da Arquidiocese de Braga.

«Este aniversário não é apenas memória histórica; é liturgia da identidade, é renovação da missão, é profissão de fé na presença de Deus que escolheu habitar no meio do seu povo».

De acordo com o Bispo Auxiliar de Braga, ao celebrar o aniversário da dedicação da Sé, o povo de Deus é conduzido ao essencial. «A verdadeira catedral é o povo de Deus edificado sobre Cristo, unido na fé apostólica, sustentado pelos sacramentos e vivificado pelo Espírito que renova todas as coisas».

O prelado frisou que, ao longo dos séculos, a Catedral de Braga foi sempre construída com pedras vivas: «bispos que guiaram o rebanho, presbíteros que ofereceram a vida no serviço, consagrados que testemunharam o absoluto de Deus, famílias que aqui encontraram força e luz, pobres que aqui descobriram dignidade, jovens que aqui ouviram o chamamento do Senhor».

Pedras que guardam histórias diversas

O Bispo Auxiliar de Braga recordou que cada pedra da catedral «guarda histórias de fé, lágrimas de conversão, passos de esperança, votos de entrega, silêncios de adoração. É um edifício que respira vida e que guarda a memória do povo de Deus, que viu passar séculos, guerras, mudanças de mentalidade e renovações litúrgicas. Apesar de tudo, permaneceu firme como um farol de fé, iluminado pela fidelidade ao Senhor. A dedicação de uma igreja não é apenas um rito. É uma consagração, um selo de pertença, um gesto de Deus», catequisou.

Aproveitando a leitura do Evangelho, em que Cristo se ofereceu para ficar na casa de Zaqueu, o celebrante realçou que Jesus entra na casa de um homem marcado pela ambiguidade e pelo pecado. E, ao entrar, transforma.

«A dedicação da catedral é precisamente isto: Deus que entra, Deus que visita, Deus que permanece, Deus que consagra, Deus que transforma. A catedral é a casa onde Jesus continua a dizer a cada um: hoje quero ficar em tua casa. E, quando ele entra, renasce-se a alegria, desperta-se a conversão, reacende-se a missão», referiu o prelado.

Convite a que cada família, cada cristão seja uma catedral viva

A terminar a sua pregação, D. Delfim deixou um convite a que cada comunidade, cada família, cada cristão seja também catedral viva, lugar onde Deus habita, onde a fé se celebra, onde a caridade se torna visível. Ele não se cansa de edificar, de restaurar, de renovar».

E concluiu com uma prece, invocando os santos protetores. «Que esta catedral permaneça como luz para a Arquidiocese de Braga, casa para todos, refúgio para os cansados, escola de fé, altar de esperança, sinal da presença de Deus no meio do seu povo. Que Santa Maria de Braga, S. Martinho, nosso padroeiro, e os santos Arcebispos acompanhem esta arquidiocese, para que sejamos sempre pedras vivas, unidas, firmes, luminosas, edificadas sobre Cristo, pedra angular», rezou.