Arquidiocese de Braga -

17 agosto 2026

Arcebispo liga maior presença de jovens nas peregrinações a opção de vida pelos valores

Fotografia DM

DM - Joaquim Martins Fernandes

O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, destacou o número crescente de jovens e adultos que cada vez mais participam nas peregrinações marianas na Arquidiocese de Braga. «O que é que leva estas pessoas a peregrinarem a estes santuários? E, sobretudo, o número crescente de jovens que fazem esta peregrinação de fé?», questionou D. José Cordeiro, na homilia que partilhou com fiéis que assistiram à missa em honra de Nossa Senhora Aparecida em Balugães, no arciprestado de Barcelos.

D. José Cordeiro, que também presidiu à peregrinação, que teve a participação de quatro dezenas de paróquias das dioceses de Braga e de Viana do Castelo, deixou claro que o número crescente de cristãos presentes nas várias peregrinações traduz uma clara opção de vida pelos valores cristãos que comprometem o peregrino com a construção de um mundo mais humano. É que «a vida é como que uma peregrinação», em que «há momentos de tudo», sublinhou o Arcebispo de Braga, salientando que «a peregrinação começa antes de começar» a caminhada pública de fé, pois «o primeiro momento do peregrinar começa no coração, com a disponibilidade para partir».

«Começa em casa e, sobretudo, com aqueles que fazem a peregrinação a pé. É com o corpo todo que louvam a Deus, que glorificam a Deus na sua própria vida», com a certeza de que «é no coração que se acolhe Deus». Depois de ter testemunhado uma imensidão de fiéis, jovens e menos jovens, na peregrinação à Senhora Aparecida em Balugães, o também Primaz das Espanhas salientou que, para quem decide peregrinar, fazer a caminhada de manifestação pública de fé «não se trata apenas de um passeio, de uma caminhada, mas de uma opção fundamental que compromete o caminhante, com um compromisso que é sentido e vivido de uma maneira especial» por quem peregrina.

«Por isso, estarmos aqui como povo santo reunido e proveniente de tantos lugares, significa a união em fraternidade para melhor vivermos a nossa missão e testemunharmos o Evangelho como sendo a maior herança que procuramos não apenas conservar, mas divulgar, melhorar e até dar memória ao futuro», acrescentou o Arcebispo Metropolita de Braga.

«Estamos aqui não apenas para fazer memória agradecida do passado, mas estamos aqui para marcar o ritmo do presente e dar memória ao futuro», vincou o Prelado bracarense, assumindo que «impressiona» ver «os milhares e milhares de pessoas que, sobretudo neste mês de agosto, peregrinam aos santuários».

«E também aqui, não apenas àqueles mais conhecidos e mediáticos», referiu, para destacar que foram muitas as pessoas que «peregrinaram durante a noite e que continuaram a peregrinar durante o dia» para participar na peregrinação a Nossa Senhora Aparecida em Balugães, no dia em que foi colocada a nova coroa da Senhora Aparecida.

A coroa foi entregue a D. José Cordeiro por D. Duarte Pio, “herdeiro” da Casa Real de Bragança. Antes de proceder à respetiva colocação, o Arcebispo Metropolita de Braga procedeu à bênção da nova coroa, perante a alegria das muitas centenas de fiéis que testemunharam a “recoroação” da Senhora Aparecida em Balugães, no dia em que a Igreja Católica celebrou a festa da Assunção de Nossa Senhora.