Arquidiocese de Braga -

29 janeiro 2026

Cristãos dão testemunho de fé e unidade na Celebração Ecuménica na Arquidiocese de Braga

Fotografia DACS

DACS

“Só em Jesus é que é possível a unidade, porque Ele faz de muitos membros um só corpo”, disse o D. José Cordeiro, Arcebispo Metropolita de Braga, aos cristãos que testemunharam a fé e a fraternidade, mesmo com chuva e frio, na última sexta-feira, dia 23 de janeiro.

Ao arcebispo uniram-se D. Jorge Pina Cabral, Bispo da Igreja Lusitana “Comunhão Anglicana”, D. Sifredo Teixeira, Bispo da Igreja Metodista, Arcipreste, Padre Dmytro Tkachuk, da Igreja Ucraniana Ortodoxa e Padre Livinsky “Inácio” Igreja Ortodoxa Ucraniana, no Encontro Ecuménico da Arquidiocese, que decorreu na Igreja Matriz Nova de Famalicão, inserido na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Participaram também diáconos da arquidiocese e a Pastora Eunice Alves, da Igreja Metodista.

O tema deste ano - "Vocês formam um só corpo e um só Espírito” - foi trabalhado em materiais de oração e reflexão, preparados pela Igreja Apostólica Arménia, em colaboração com cristãos das Igrejas Católica e Evangélica arménias. 

Na palavra dirigida a assembleia, D, José destacou: “Somos membros, não somos partidos, não somos tribos, não somos associações, não somos grupos de amigos, somos comunidades que querem seguir Jesus ressuscitado e vivo no meio de nós. E sobretudo queremos testemunhá-lo ao mundo, porque provavelmente alguns maiores escândalos, ao longo dos tempos e hoje também, os cristãos viverem fragmentados, viverem desunidos, viverem desarticulados”. 

O bispo da Igreja Metodista, lembrou que como afirma o apóstolo Paulo na sua Carta aos Efésios, ‘vocês formam um só corpo e um só espírito’, “do mesmo modo a esperança para a qual foram chamados é uma só”. 

“Este versículo bíblico escolhido como tema para este ano resume a profundidade teológica da unidade cristã. Ao longo das Sagradas Escrituras, o apelo de Deus à unidade ecoa desde os tempos mais remotos. Os salmos, por exemplo, celebram a beleza da unidade entre o povo de Deus, declarando quão bom e agradável é, quando os irmãos vivem em união. No Novo Testamento, Jesus Cristo eleva o conceito de unidade a uma dimensão espiritual, refletindo a profunda relação entre Ele e o Pai. A unidade entre os seus seguidores não é meramente a ausência de conflito, mas um vínculo espiritual que reflete a Santíssima Trindade”, afirmou D. Sifredo.

D. Pina Cabral sublinhou que “muitos de nós passamos aparentemente despercebidos nos nossos locais de trabalho, naquilo que fazemos, mas quando ousamos saudar os outros e ousamos, acima de tudo, abrir o nosso coração e a nossa vida e dar testemunho da nossa fé, alguma coisa de novo vai acontecer e estamos a testemunhar Cristo aos outros”. 

“A verdade, queridos irmãos, é que nós não estamos aqui apenas por nós. Nós não estamos aqui apenas porque essa unidade da igreja, porque é uma unidade que já existe no seio da Santíssima Realidade. Nós estamos para que o mundo creia. E para que o mundo crendo em Jesus Cristo, como o Filho de Deus, então a nossa vida, a vida das pessoas, a realidade que nos envolve, possa mudar e possa ser mais bela, possa ser mais feliz, possa haver mais humanismo, possa haver aquilo que é próprio de fé e que é próprio de Jesus Cristo”, disse aos que rezavam juntos neste mesmo propósito.

A celebração ecuménica foi divida em várias partes, com a colaboração de diversos setores da arquidiocese , como do Grupo Ecuménico de S. Lázaro, do Movimento dos Focolares e da Pastoral Universitária, sob a organização do Diácono Joaquim Ferreira.

Foi acesa uma uma vela como sinal de Unidade e cada participante pode tocar ou aproximar a mão em sinal de participação e os representantes das diversas confissões cristãs levaram rosas brancas, como sinal de paz.

O Pastor Emanuel Dinis, da Igreja Metodista, animou os presentes com a música “Anunciamos a Paz”, acompanhado por um dos coros da paróquia. Depois os participantes reuniram-se para um convívio e lanche.