Arquidiocese de Braga -

26 janeiro 2026

Igreja de S. Paulo encheu-se para acolher quatro seminaristas no Ministério dos Acólitos

Fotografia DM

DM - Francisco de Assis

Adélio Duarte Ferreira, do arciprestado de Barcelos; Luís Filipe Nunes Casanova, do Arciprestado de Vila do Conde/Póvoa de Varzim; José Miguel Vieira da Silva, do Arciprestado de Amares e Terras de Bouro; e Rúben Enes Pinheiral, do Arciprestado de Esposende, foram ontem instituídos no Ministério dos Acólitos da Arquidiocese de Braga. A cerimónia  aconteceu na igreja de São Paulo, Seminário de S. Pedro e São Paulo, durante a eucaristia semanal presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro.

A instituição dos quatro jovens no Ministério dos Acólitos aconteceu num dia carregado de simbolismo para a Igreja Católica. Celebrou-se o Domingo da Palavra, a Conversão de São Paulo, padroeiro do Seminário de Braga e o oitavário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Para além do Arcebispo Primaz, a eucaristia foi concelebrada por vários sacerdotes, incluindo os responsáveis do Seminário. Por outro lado, familiares do Rúben, do Adélio, do Luís e do José Miguel, bem como os sacerdotes dos seus arciprestados de origem, fizeram questão de os acompanhar nesta caminhada que, espera-se, os leve ao sacerdócio. Uma conjugação de fatores que contribuíram para encher o templo.

Na homilia, D. José Cordeiro falou da importância da conversão pessoal, pastoral, missionária, a que todos são chamados, de maneira diferenciada: bispos, presbíteros, diáconos, ministérios instituídos, todos os fiéis leigos dos vários serviços e ministérios da Igreja. «A conversão é permanente, é constante, nunca está realizada».

O prelado frisou que Cristo chama cada um pelo seu nome, cada um na sua própria realidade. Chama no próprio lugar de trabalho e na hora de trabalho. «Nós às vezes pensamos que Ela chama-nos só num ambiente assim mais recolhido, de silêncio, de contemplação, no santuário, numa igreja. Mas chama-nos no quotidiano. Porque Deus está onde nós estamos».

Ser acólito é estar ao serviço do altar e dos que mais precisam

Na hora da instituição dos quatro jovens no Ministério dos Acólitos, eles foram chamados pelo próprio nome, respondendo presente.

Depois da oração, ajoelhados diante do Arcebispo, Adélio, José Miguel, Luís e Rúben receberam um vaso das mãos de

D. José, em sinal de envio ao serviço. E, para eles e para todos, o Arcebispo de Braga explicou o que é ser acólito. «Ser acólito é fazer esta experiência de serviço ao altar, ao pão partido e repartido, aos doentes, aos que mais precisam, aos pobres, ao corpo de Cristo, que é a Igreja, e é fazer essa experiência pedagógica e mistagógica de inserção cada vez mais progressiva e mais consciente no mistério de Cristo e no mistério da Igreja».

De imediato, os quatro jovens abandonaram os locais iniciais e deram início ao seu ministério ao serviço no altar.