Arquidiocese de Braga -
4 abril 2025
Jovens levam mensagem de fé e esperança às ruas de Braga

DACS
Via Sacra Universitária percorreu o centro histórico desde a Basílica dos Congregados até a Sé
“Quero dar tudo de mim ao meu irmão, oferecer a minha vida como Tu para que outros renasçam… Mas não consigo ser tão forte. Ensina-me a crescer no Teu amor”, disseram os jovens, ao encherem a Basílica dos Congregados na noite do dia 3 de abril, abrindo a celebração da Via Sacra da Pastoral Universitária (PUB) e seguirem caminho até à Sé Primaz.
Os jovens da PUB estavam unidos à Pastoral Juvenil, ao Grupo dos Timorenses em Braga, à Comunidade Católica Shalom, aos Seminários Conciliar e Interdiocesano, ao
Centro Académico de Braga, ao Instituto Monsenhor Airosa, entre outros grupos e pessoas que foram aderindo à peregrinação, ao ver o testemunho dos jovens a rezar.
O Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, conduziu os momentos de oração, em conjunto com os participantes e o padre Miguel Rodrigues, diretor do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Universitária.
“Este ano realça-se com uma peregrinação até à Sé e com um momento jubilar. Sair da Igreja dos Congregados, que também é emblemática na Pastoral dos Jovens e Universitária da nossa Arquidiocese para a Sé Primaz, é percorrer o caminho com Cristo e propor a meta mais alta que é viver como Ele, ter os mesmos sentimentos que Cristo, a mesma mentalidade que Cristo”, afirmou D. José.
No caminho pelas ruas do centro histórico da cidade de Braga e sob a chuva que acompanhou os passos dos jovens, ele levaram a réplica da Cruz da Jornada e a cada paragem para meditar as estações da Via Sacra, mostraram elementos que convidam a refletir sobre as questões atuais do mundo, que afligem as vidas de toda a comunidade jovem, e não só.
A solidão, o abandono, as dependências e os medos foram apontados pelos jovens, mas eles afirmaram também que “Jesus, ao tomar a cruz aos ombros, compreende a nossa solidão. Ele sabe o que é sentir-se abandonado, incompreendido e sozinho. Ele caminha connosco”.
Lembraram ainda as dificuldades do mundo do trabalho, a questão da migração e o sofrimento dos que deixam suas casas, forçados pelos mais diversos motivos, desafiando a todos a serem acolhimento e fonte de esperança.
“O amor não fere, não magoa, não destrói. O amor constrói, edifica, liberta”, sublinharam os jovens ao falar das relações amorosas. Também referiram a problemática das redes sociais, da preocupação exagerada com as aparências e com os julgamentos. Também não esqueceram as guerras, a intolerância e os extremismos.
Para padre Miguel, a peregrinação foi uma oportunidade de conciliar “jovens universitários de diferentes grupos, de diferentes centros universitários, de vários contextos geográficos, desde grupos de Erasmus, grupos de universitários locais, outros deslocados, das ilhas, diferentes sensibilidades e por isso, no fundo, é uma oportunidade de todos reforçarmos os passos de esperança no tempo de Quaresma”.
O arcebispo reforçou que “os jovens, por si mesmos, são estes buscadores da vida, da felicidade e toca-nos também a nós propor Jesus e fazer com que Jesus chegue ao coração de todos, sem medo, com autenticidade, com esperança”.
Ao encerrar a caminhada, já dentro da Sé, D. José, deixou para os jovens algo entre uma proposta e um desafio, no contexto da recente viagem missionária que fez à Guiné-Bissau, de começarem “juntos a pensar em propostas concretas de férias missionárias, de um modo especial na Diocese de Bafatá, junto de outros jovens e universitários”.
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