Arquidiocese de Braga -
26 março 2025
Passos de Alvelos desafiam a "pedir perdão e saber agradecer ao Senhor"
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Paulo Sá
As incertezas das condições climatéricas do passado domingo dia 23 não foram impedimento para muitas centenas de pessoas se fazerem presentes em Alvelos, no Arciprestado de Barcelos, tomando parte na “Procissão dos Passos”.
Instituída há dois anos, esta procissão promovida pela Confraria do Santíssimo Sacramento da Paróquia de São Lourenço de Alvelos, foi, uma vez mais, caraterizada de fé e devoção, bem como por uma assistência muito respeitosa e atenta.
Os atos religiosos tiveram início na capela de N. Sra. do Socorro, com o canto do grupo coral paroquial, seguindo-se uma saudação aos presentes pelo Pároco local e depois o Sermão do Pretório, a cargo do Cónego José Paulo Abreu.
Na saudação inicial o orador convidou a “Olhar para a Cruz de Cristo percebendo a mensagem que dessa Cruz chega para todos”, desafiando cada um a ambientar-se nesse amor infinito e apaixonado de Jesus por nós”.
Tal como explicou, o propósito dos “Passos” é “acolher este Senhor que por nós morreu na Cruz, depois ressuscitou, assim dominou todos os nossos inimigos, a morte incluída. Estamos, pois, caríssimos nesta tarde para vivermos a Paixão de Jesus, para calcorrearmos o seu caminho da dor e o seu caminho da ressurreição.” Nas primeiras palavras proferidas ficava destacado o essencial deste momento dominical.
A reflexão seguiu-se no Sermão do Pretório, destacando-se três questões: “Em que pensas Jesus, enquanto transportas esse madeiro? Não queres desistir? E agora, que esperas de nós?”
Nas perguntas dirigidas a Jesus fomos convidados a fazer um périplo pela história da salvação recordando algumas figuras bíblicas e as suas (e nossas) faltas. Desde a desobediência de Adão e Eva até aos pecados da humanidade inteira, ficou patente o “filme da nossa pequenez, da nossa debilidade, da nossa desobediência, do nosso não acatamento ao querer de Deus. Vimos o filme da distância que vai entre o nosso amor e o amor infinito que Deus nos dedica.”
Confrontado com a proposta de desistir, refletimos na afirmação de Jesus: “não penses que eu fujo à cruz do compromisso, nem sonhes com uma coisa dessas”, vincando ainda o orador, que “Jesus não desiste e por isso o acompanhamos neste caminho até ao Calvário”. Mas, ao fazermos este caminho, desafiou a que tivéssemos dois sentimentos: “o arrependimento e a gratidão.” “É preciso passar o filme da vida e pedir perdão pelas vezes em que pesamos na Cruz do Senhor e falhamos. Saibamos pedir perdão. Saibamos agradecer ao Senhor. Seja de amor a tónica deste momento, esse amor que de Deus queremos receber, este amor que agora com Deus e com os outros queremos partilhar.”
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