Arquidiocese de Braga -

15 junho 2020

Papa Francisco denuncia "dramática situação" na Líbia

Fotografia

DACS com Agência Ecclesia

A actual guerra civil na Líbia começou em 2014 após as tentativas falhadas de construir um estado democrático para suceder ao controlo de Muammar Gaddafi.

\n

O Papa Francisco denunciou este domingo a “dramática situação” que se vive na Líbia, em guerra civil, apelando à intervenção internacional para travar violência no país africano.

“Sigo com apreensão e também com dor a dramática situação na Líbia, que esteve presente na minha oração, nos últimos dias”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a oração do ângelus.

Francisco apelou às organizações internacionais e a todos os que têm “responsabilidade políticas e militares” a procurar um caminho que leve ao “fim da violência”, procurando “a paz, a estabilidade e a unidade do país”.

O Papa rezou depois pelos “milhares de migrantes refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos na Líbia”.

A situação sanitária agravou as suas já precárias condições, tornando-os mais vulneráveis a formas de exploração e violência. Há crueldade”, advertiu.

Convido a comunidade internacional, por favor, a levar a peito a sua situação, identificando percursos e oferecendo-lhes a protecção de que precisam, condições dignas e um futuro de esperança”.

“Irmãos e irmãs, todos temos responsabilidade nisto, ninguém se pode sentir dispensado. Rezemos em silêncio pela Líbia, todos”, concluiu.

A actual guerra civil na Líbia começou em 2014 após as tentativas falhadas de construir um estado democrático para suceder ao controlo de Muammar Gaddafi. Ao Governo de Acordo Nacional opõe-se o governo de Tobruque, que se apoia no Exército Nacional Líbio liderado por Hafter.

O Governo de Acordo Nacional da Líbia é reconhecido pela ONU mas vários países – Rússia, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e, em menor grau, França e Jordânia – apoiam o governo de Tobruque, cujas ofensivas contra Tripoli levaram à morte de 280 civis e cerca de 2000 combatentes, segundo as Nações Unidas.

Mais de 200 mil pessoas estão deslocadas dentro do país e 1.3 milhões necessitam de ajuda humanitária. A Organização Internacional para as Migrações estima que estejam no país mais mais de 600 mil refugiados, oriundos sobretudo da África subsariana.