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© HOSAM SALEM/AL JAZEERA
O Papa denunciou ontem a situação “desumana” em que se encontram as populações obrigadas a fugir da guerra na Síria. Francisco presidiu à recitação do ângelus na Biblioteca do Palácio Apostólico.
“Renovo a minha grande apreensão, a minha dor por causa da situação desumana dessas pessoas indefesas, incluindo muitas crianças, que estão a arriscar as suas vidas”, afirmou.
Francisco, que esteve em ligação televisiva com os peregrinos, agradeceu às “associações e grupos que se solidarizam com o povo sírio e, especialmente, com os habitantes do noroeste da Síria, obrigados a fugir dos recentes desenvolvimentos da guerra”.
“Não devemos desviar o olhar desta crise humanitária, mas dar-lhe prioridade face a qualquer outro interesse”, apontou.
O Papa saudou em particular um grupo que empunhava um cartaz pelos “esquecidos de Idlib”. “Rezemos por estes nossos irmãos e irmãs que sofrem tanto”, pediu.
Dezenas de milhar de refugiados já abandonaram o território turco desde o final de Fevereiro, depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter declarado os “portões abertos” e ter incentivado a sua ida para a Europa. A decisão foi o consumar de uma ameaça já antiga e interpretada como uma retaliação pela falta de apoio europeu às operações militares turcas na província de Idlib, na Síria.
A fronteira grega, no entanto, tem-se mantido fechada, tendo as autoridades gregas usado a força contra os refugiados que tentavam chegar ao país tanto por água, onde recebem ameaças de afundamento e disparos, como por terra, onde é disparado gás lacrimogéneo.
A Cáritas considera “urgente” haver uma “resposta humana” à situação na fronteira entre a Grécia e a Turquia, apelando a uma “Europa unida na dignidade e humanidade para aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis”.
P. Paulo Alexandre Terroso Silva
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