Arquidiocese de Braga -

9 março 2020

Papa denuncia situação “desumana” na Síria

Fotografia HOSAM SALEM/AL JAZEERA

DACS com Agência Ecclesia

Francisco saudou em particular um grupo que empunhava um cartaz pelos “esquecidos de Idlib”.

\n

O Papa denunciou ontem a situação “desumana” em que se encontram as populações obrigadas a fugir da guerra na Síria. Francisco presidiu à recitação do ângelus na Biblioteca do Palácio Apostólico.

“Renovo a minha grande apreensão, a minha dor por causa da situação desumana dessas pessoas indefesas, incluindo muitas crianças, que estão a arriscar as suas vidas”, afirmou.

Francisco, que esteve em ligação televisiva com os peregrinos, agradeceu às “associações e grupos que se solidarizam com o povo sírio e, especialmente, com os habitantes do noroeste da Síria, obrigados a fugir dos recentes desenvolvimentos da guerra”.

“Não devemos desviar o olhar desta crise humanitária, mas dar-lhe prioridade face a qualquer outro interesse”, apontou.

O Papa saudou em particular um grupo que empunhava um cartaz pelos “esquecidos de Idlib”. “Rezemos por estes nossos irmãos e irmãs que sofrem tanto”, pediu.

Dezenas de milhar de refugiados já abandonaram o território turco desde o final de Fevereiro, depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter declarado os “portões abertos” e ter incentivado a sua ida para a Europa. A decisão foi o consumar de uma ameaça já antiga e interpretada como uma retaliação pela falta de apoio europeu às operações militares turcas na província de Idlib, na Síria.

A fronteira grega, no entanto, tem-se mantido fechada, tendo as autoridades gregas usado a força contra os refugiados que tentavam chegar ao país tanto por água, onde recebem ameaças de afundamento e disparos, como por terra, onde é disparado gás lacrimogéneo.

A Cáritas considera “urgente” haver uma “resposta humana” à situação na fronteira entre a Grécia e a Turquia, apelando a uma “Europa unida na dignidade e humanidade para aliviar o sofrimento dos mais vulneráveis”.