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D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga | 2 Abr 2005
Dor e acolhimento de um legado na morte do Papa
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Para além da crença religiosa, ninguém ficou insensível à figura de João Paulo II. A sua vida e a sua mensagem marcaram, indelevelmente, a história da Igreja e, por esta, do mundo. Acolhido e amado por multidões, pode ter suscitado críticas e repulsas de alguns; mas nem estes deixarão de reconhecer o contributo de um testemunho heróico. Para a Igreja foi um dom que traçou o rumo nesta viragem de época e de milénio. A sua palavra trazia, permanentemente, o ritmo certo e o entusiasmo necessário para prosseguir, em gestos de actualidade resplandecente, o anúncio da perene Boa Nova como alicerce de um Mundo mais justo e fraterno. João Paulo II pôs a Igreja em contacto com o mundo e nada lhe foi estranho. Partiu para se encontrar com tudo e com todos. Em todos os lugares semeava a esperança, tornando-se profeta para as comunidades cristãs que não podem fechar-se, mas devem tornar-se peregrinas pelas estradas de todos e, preferencialmente, dos mais pobres. A todos os lados levava uma mensagem de coerência e fidelidade, independentemente do acolhimento imediato que lhe poderiam prestar. Era a ousadia de entrar no projecto de Cristo que suscitava a coragem da sabedoria no diferente. Soube fazê-lo num estilo e numa linguagem de comunicador eloquente, que todos entendiam. Permanecerá como um desafio programático nesta arte onde a Igreja deverá investir para que o eterno da sua mensagem se revista de modernidade interpeladora. A sua vida coloca-nos de joelhos para agradecer e imitar. Agradecer a coragem intrépida e a fidelidade em todos os momentos, com relevo especial nos mais dolorosos; imitar no modo de encarar a ausência de referências e o relativismo de opções e critérios. Façamo-lo como Maria e com Maria de quem ele quis ser “Todo” para melhor dar Cristo ao Mundo. A dor da sua partida não nos retira a alegria de um legado. Solicito, pois, a todas as comunidades que se congreguem em oração, louvando o Senhor e encontrando os caminhos da Nova Evangelização como testamento especial. Ele veio de “longe” e deixou-nos um programa: “Duc in altum”, “Faz-te ao largo”. No seu exemplo aprofundaremos a dimensão interior da vida pessoal e comunitária, arriscaremos mais no serviço à humanidade e apostaremos num testemunho que possibilite que o Ressuscitado fique connosco e entre nós. Determino que todas as comunidades toquem os sinos em momentos oportunos até ao funeral e, particularmente, no dia e momento deste, convidando os cristãos, nesta ocasião, a uma paragem silenciosa, mesmo em ambiente de trabalho, para reflectir e orar no desejo de acolher o riquíssimo testamento espiritual que João Paulo II nos deixa. Convoco os cristãos – e particularmente os sacerdotes - para uma celebração eucarística, na Sé Catedral, amanhã, Domingo, às 18 horas. Daremos graças e suplicaremos o “prémio” da Bem-aventurança eterna para o “Servo bom e fiel”. Braga, 02 de Abril de 2005 +Jorge Ortiga, A. P.
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