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D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga | 24 Mar 2005
A CASA DA FRATERNIDADE SACERDOTAL
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[Alocução do Arcebispo Primaz na Bênção da Casa Sacerdotal] A CASA DA FRATERNIDADE SACERDOTAL É célebre a expressão de Martin Luther King: «Tive um sonho». Também eu tenho um sonho para concretizar a Igreja que Deus quer neste início dum novo milénio. O presbitério terá de ser família. Para o efeito pode ter muitas moradas mas deveria ter uma Casa. Será a casa da tranquilidade para doentes e idosos e casa que permita a realização dos sonhos dos jovens. Não me interessa que a Arquidiocese disponha duma Casa Sacerdotal. Sei que o edifício nos dignifica e que marcará a multissecular história da nossa amada Diocese. Outrora ninguém pensava nestas estruturas. Hoje são indispensáveis. Procuramos que fosse dotada das melhores condições nunca procurando o luxo nem a ostentação. É para hoje e para amanhã. Não duvido que seja uma referência no campo arquitectónico e social. Vejo-a a ser visitada – e os Arquitectos que me perdoem – e talvez premiada pelo que de inédito encerra. A partir do dia 26 de Maio – quando começar a ser habitada em dia de Corpo de Deus porque em Ano Eucarístico – veremos a funcionalidade e o sentido de vanguarda que manifesta. A Casa Sacerdotal, sendo uma das competências do I.D.A.C., tem uma Direcção que trabalha em coordenação como o mesmo. Quero agradecer ao Dr. Joaquim Fernandes Torres Lima a disponibilidade para continuar a exercer a função de Director. A sua competência e experiência dão-nos garantias de que o funcionamento interno evoluirá para formas novas capazes de caracterizar o ambiente quotidiano com a satisfação e alegria de todos os utentes. Aqui congregaremos, numa única residência, o esforço de proporcionar qualidade de vida. Todos os sacerdotes saberão acolher este dom. Proximamente iniciaremos a construção de residências assistidas que proporcionará a possibilidade de aquisição de apartamentos com mais espaço, autonomia e oferta dos serviços necessários. Benzer uma obra, a inauguração oficial ficará para mais tarde, lança-nos no futuro mas obriga-nos a reconhecer um passado. Com uma simples palavra dirijo-me a actual direcção do IDAC para lhe testemunhar a gratidão Arquidiocesana: “Obrigado, que Deus vos pague”. Se já testemunhei a gratidão aos Arquitectos não posso esquecer a Empresa Construtora Domingos Carvalho, L.da, os nossos funcionários que sempre acompanharam os trabalhos e, particularmente o Eng. Basílio Resende Teixeira Constantino e o Sr. Jorge Franqueira Ferreira que duma maneira voluntária deram um contributo precioso para pormenores que justificam a qualidade e segurança do imóvel. Regressando ao característico desta casa, ela foi concebida como uma pequena cidade onde os corredores são ruas que geram encontro e conduzem ao Encontro do Sacrário. Foi esta a ideia transmitida por mim aos arquitectos e que eles conseguiram esboçar duma maneira eloquente. Os amplos espaços de estar permitem o recolhimento e proporcionam o ambiente familiar a oferecer a qualidade dum lar – no sentido genuíno da palavra – onde os irmãos manifestam e testemunham como é bom viver juntos. Vejo muitos Sacerdotes a efectuar visitas a este local, nunca de mera cortesia mas dominados pela exigência duma íntima fraternidade sacerdotal. Aqui existirá permanentemente um clima de encontro a solidificar e robustecer a nossa amizade. É dia de alegria para o presbitério. Poderemos sentir-nos mais ricos porque mais família. Só nos toca a entrega alegre ao Reino como maneira de marcar este Ano Vocacional e Eucarístico. Poderá o amanhã meter-nos medo? Não acredito. Juntos numa missão de anúncio da Boa Nova saberemos ser dignos das exigências dos tempos hodiernos e caminhar na certeza de que nada nos faltará. Parte do sonho estará realizado. Só o completaremos quando gritarmos, com a vida, que somos uma coisa só numa casa comum espalhada pelos recantos das 551 paróquias. Ninguém desconhece a minha paixão pelos sacerdotes. Caminhamos para tempos difíceis, no ministério e na vida. As exigências são e serão multifacetadas. Só gostaria que todos acreditassem que a prioridade das prioridades do meu múnus episcopal são os sacerdotes. Temos outros desafios a enfrentar. Neste dia de inauguração apenas gostaria de referir que me coloco na primeira fila. Renovo o apelo duma caminhada em conjunto. Existem projectos. O sentido será único. Preciso de sugestões, de críticas frontais… Com um clero unido à procura de soluções de vida adequadas, - na dimensão económica, espiritual, humana e pastoral, -estaremos à altura dos novos desafios. A minha gratidão a todos quantos colocaram empenho nesta casa. Este edifício obriga-me a ser mais para os padres. Sei que me perdoam a impertinência e a vontade talvez apressada, de resolver os problemas. Propus-me dotar a Arquidiocese de estruturas capazes. Estamos a terminar. Sei que faltam outras dimensões. Quero entregar-me, num futuro próximo, a outras causas: formação permanente, agentes pastorais mais capacitados, aposta em experiências espirituais, comunidades abertas ao mundo com respostas, consolidadas e pioneiras, às interrogações existenciais onde a justiça e a igualdade se impõem… Continuemos a sonhar, investindo todas as energias numa Igreja renovada onde os sacerdotes primam pelo testemunho de vida cristã capaz de motivar e seduzir. Que Jesus Eucaristia nos conceda a alegria dum presbitério unido e comprometido na solução de todos os problemas sacerdotais e de todos os sacerdotes. S. Martinho de Dume nos conceda o ardor e paixão de evangelizar este mundo descrente. Que Nossa Senhora da Alegria, festa característica do nosso calendário Bracarense e a quem dedicamos a Capela da Casa, seja o horizonte da nossa vida sacerdotal. Quinta-Feira Santa 2005. + D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz
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