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DACS com Vatican News | 28 Set 2022
Ucrânia enfrenta “uma crise educacional e fuga de cérebros a longo prazo”
Inna Sovsun, membro do parlamento da Ucrânia, fala sobre a crise educacional do seu país à margem de uma conferência internacional sobre educação de refugiados, realizada em Roma na Pontifícia Universidade Gregoriana.
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  © DR

A degradação da educação e a “fuga de cérebros” são as últimas tragédias na Ucrânia, à medida que o país continua a ser castigado pela guerra enquanto a invasão da Rússia continua. No entanto, estes problemas podem ser mitigados se as forças se unirem para garantir a segurança e abrigos antiaéreos adequados no país devastado pela guerra.

Esta foi a mensagem expressa por um membro do Parlamento ucraniano e ex-primeira vice-ministra da Educação e Ciência, Inna Sovsun, em entrevista a Svitlana Dukhovych, do Vatican News.

Sovsun está a participar na conferência internacional “Iniciativas sobre Educação de Migrantes e Refugiados. Seguir em frente – Mergulhar mais fundo – Juntos”, que acontece de 26 a 28 de Setembro, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, e fez um discurso remoto sobre a crise da educação dos refugiados ucranianos.

“A educação ucraniana está a sofrer” e a enfrentar uma crise, disse Sovsun ao Vatican News.

Desde o início da guerra, a Rússia, explicou, destruiu ou danificou 2.528 instituições educacionais. Entre essas, 285 foram completamente destruídas. Também observou que os ataques russos destruíram ou danificaram 147 faculdades e universidades.

 

Evitar mais fuga de cérebros

Durante a entrevista por telefone com Sovsun, foi possível ouvir as sirenes de ataque aéreo.

A política disse que o seu filho teve que descer para o abrigo antiaéreo da escola na cave, mas que já está habituado a isso e, comparado a muitos outros, o abrigo antiaéreo da sua escola está em boas condições.

 

Requisito básico é a segurança

Sovsun acredita que "é crucialmente importante agora unir forças para garantir que todas essas crianças, todos esses alunos, todos esses professores, professores, voltem".

Para que isso aconteça, insistiu, o requisito básico é a segurança para quem está em escolas, faculdades e universidades.

 

Ajudar a Ucrânia a construir abrigos antiaéreos

A ex-ministra da Educação admitiu que este é “um grande empreendimento”, imenso demais para a economia ucraniana sustentar.

“Temos 13.000 escolas, e apenas metade delas têm alguns abrigos muito básicos neste momento”, lamentou.

 

Educação adequada é essencial para a reconstrução da Ucrânia

“É crucialmente importante ter esses abrigos antiaéreos, porque se houver abrigos antiaéreos”, observou, “os pais estariam dispostos a voltar”.

“Este é um requisito muito primário e básico”, disse, “se quisermos ajudar a educação ucraniana a superar este período extremamente difícil”.

 

Operações escolares na Ucrânia

Na Ucrânia, os governos locais dos territórios na linha de frente decidiram não abrir escolas e manter toda a aprendizagem remota.

Em outras áreas distantes da linha de frente, como em Kiev, as regiões podem decidir se abrem ou não as instituições de ensino.

A condição, no entanto, é que as escolas tenham abrigos antiaéreos. Um comissário verifica as escolas.

 

Risco de mandar as crianças para a escola

A ex-ministra da Educação disse ao Vatican News que prefere mandar o filho para a escola apesar do risco, porque, até certo ponto, é um pouco mais seguro, porque os professores levamos alunos para o abrigo antiaéreo, algo que não aconteceria se ele estivesse a estudar em casa, ou se ela e o seu filho estivessem juntos em casa.

Além disso, observou Sovsun, a criança está agora no quarto ano de escolaridade e, até agora, em grande parte devido à pandemia de Covid-19, nunca conseguiu ter uma experiência escolar normal.

Isso, disse ela, é algo que é preciso reparar em conjunto, para que haja “menos crianças refugiadas, para que as crianças ucranianas voltem”.

“Quero que os nossos filhos tenham uma educação que os ajude a reconstruir a Ucrânia, fortalecê-la, torná-la melhor”, disse Sovsun. “É por isso que a educação adequada é fundamental”.

 

Conferência da Gregoriana examina a educação de refugiados e deslocados internos

A conferência realizada na Universidade Gregoriana procura examinar a necessidade e os meios para educar os refugiados e deslocados internos (IDPs). Foi reunido um painel internacional de administradores universitários, professores e profissionais de educação, bem como líderes de ONGs, agências internacionais e organizações humanitárias.

O encontro foi organizado pela Rede de Educação para Refugiados e Migrantes (RME), pela Fundação Ser a Bênção, e pela Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Gregoriana.

Outros participantes da conferência incluem o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi; Thomas Smolich, S.J., Director do Serviço Internacional dos Jesuítas aos Refugiados; o Cardeal Michael Czerny, Prefeito do Dicastério do Vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral; Anthony J. Cernera, Ph.D., Fundador da Rede RME; bem como numerosos especialistas, trabalhadores da educação internacional e funcionários da educação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

A conferência foi projectada para deixar muito espaço para networking e colaboração para explorar iniciativas, oportunidades e ideias de colaboração e encontrar estratégias para responder às crises actuais.

Um foco principal foi dado à crise da educação dos refugiados ucranianos, mas muitos outros tópicos estão a ser explorados. Os participantes terão uma audiência privada com o Papa Francisco no dia 29 de Setembro.

Artigo de Svitlana Dukhovych e Deborah Castellano Lubov, publicado no Vatican News a 27 de Setembro de 2022.

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Palavras-Chave:
Ucrânia  •  Guerra  •  Educação  •  Refugiados  •  Migrantes  •  Deslocados  •  Crianças  •  Jovens
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