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DACS com Vida Nueva Digital | 28 Set 2022
Zuppi pede a Meloni que se coloque “ao serviço de todos, começando pelos mais débeis”
Presidente do Episcopado Italiano mostrou a sua “preocupação” com “a crescente abstenção”.
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  © DR

Dois dias após a vitória eleitoral da extrema-direita Giorgia Meloni, líder do Frattelli d'Italia, que presumivelmente será a nova primeira-ministra da Itália, governando em coligação com Silvio Berlusconi (Forza Italia) e Matteo Salvini (Liga), chega a avaliação da Conferência Episcopal Italiana.

Através de uma declaração do seu presidente, o cardeal Matteo Zuppi, este primeiro mostrou a sua “preocupação” com “a crescente abstenção” que caracterizou estas eleições, “atingindo níveis nunca vistos antes”. Se o número de italianos que poderiam ter votado e não o fizeram se manteve nuns expressivos 36%, em várias regiões do sul do país a abstenção ultrapassou os 50%.

 

Protagonistas do futuro

Por isso, o Arcebispo de Bolonha reiterou que estamos diante “do sintoma de um mal-estar que não pode ser descartado superficialmente e que deve ser ouvido”. Assim, como o Episcopado já tinha feito numa nota do seu Conselho Permanente quatro dias antes das eleições, renova-se o apelo aos italianos para “serem protagonistas do futuro”.

Diante dos “eleitos” nas urnas, Zuppi pede-lhes “que cumpram o seu mandato de alta responsabilidade, ao serviço de todos, começando pelos mais débeis e com menos garantias”.

 

Uma longa lista de tarefas

Neste sentido, como já fez a Conferência Episcopal no seu comunicado pré-eleitoral, insiste que “a agenda dos problemas do nosso país é densa: o aumento constante e preocupante da pobreza, o inverno demográfico, a proteção dos idosos, as brechas entre territórios, a transição ecológica e a crise energética, a defesa do emprego, sobretudo para os jovens, o acolhimento, a protecção, a promoção e a integração dos migrantes, a superação da burocracia, as reformas da expressão democrática do Estado e o direito eleitoral”. Tudo isto, claro, “sem esquecer que a guerra em curso e as suas graves consequências exigem um empenho de todos e em plena sintonia com a Europa”.

Neste sentido, não se pode ignorar, além do facto de Zuppi não mencionar Meloni em nenhum momento ou lhe dar quaisquer parabéns, a insistência do cardeal em pedir ao novo governo que não esqueça a questão ecológica ou a defesa dos migrantes… Questões, ambas, contra as quais Meloni, Salvini e Berlusconi construíram boa parte do seu discurso, nesta campanha e ao longo da sua carreira política.

 

Pelo bem comum

Zuppi finaliza sua mensagem apelando ao governo para colocar “o bem comum e não o interesse próprio” no centro, bem como “a defesa dos direitos invioláveis ​​da pessoa e da comunidade”. Nesse sentido, a Igreja, “respeitando a dinâmica democrática e a distinção de papéis, não deixará de contribuir para a promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

Artigo de Miguel Ángel Malavia, publicado em Vida Nueva Digital a 27 de Setembro de 2022.

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