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DACS com Vatican News | 27 Set 2022
Letónia: Projecto procura ajudar mulheres reclusas a terem uma vida melhor
Organizações de beneficência alemãs estão a fornecer apoio financeiro a um novo projecto de reabilitação em Riga para ajudar mulheres na prisão, através do qual voluntários oferecem formação e cursos de artes criativas.
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  © DR

Baiba (nome fictício) está presa em Riga há seis anos. Daqui a três meses, estará livre novamente. “Estou ansiosa pelo dia em que poderei sair da prisão”, diz em entrevista ao Vatican News.

Baiba está na prisão feminina por crimes económicos. “No início, foi muito difícil para mim estar atrás das grades e, acima de tudo, não conseguia fazer as pazes comigo mesma, porque não queria admitir nem a mim mesma os meus erros”, afirma.

A mãe de dois filhos e avó de três netos tem o marido à espera da sua libertação, e ele também está feliz por ela poder voltar em breve para casa.

 

Fazer as pazes com a consciência

Baiba inscreveu-se com entusiasmo num projecto assistencial da associação “Ilguciema sievietes” e obteve três diplomas. Um evento chave para ela também foi uma peregrinação a Aglona, ​​pois o grupo de bem-estar também oferece programas espirituais.

O projecto inclui palestras e práticas sobre o quotidiano em liberdade. Devido a limitações de espaço, só podem participar 15 mulheres no máximo. Outras 15 reclusas podem participar em aulas de arte criativa.

“O encontro pedagógico-criativo abre a mente e o coração”, diz Daina Strelevica, directora do projecto patrocinado e financiado pela instituição beneficente católica Bonifatiuswerk, com sede na Alemanha.

 

Sem esquecer as mulheres na prisão

Em média, as penas para quem está no programa variam de cinco a seis anos. As mulheres pertencem a todos os níveis da sociedade e a todas as faixas etárias.

Strelevica diz que o objectivo do projecto é ajudar as reclusas a prepararem-se para a vida após a prisão. Também pretende ajudá-las a reconhecerem os seus talentos. Finalmente, quer ajudá-las a desenvolver o pensamento crítico e a compreensão dos problemas da sociedade.

Uma voluntária do programa, Ilze Vilka, advogada, ajuda as mulheres na prisão a compreender a importância da lei e os seus direitos e deveres.

Outra voluntária, Zane Karele, é psicóloga, e os seus cursos mostram como ex-reclusas podem ser reintegradas na sociedade com o auxílio de alguns programas comportamentais e comunicativos.

Uma artista, Magone Boleiko, oferece às participantes dicas úteis sobre como melhorar o ambiente em que elas e as suas famílias vivem com poucos recursos e com o uso de materiais disponíveis.

 

Programa ecuménico

O apoio das organizações assistenciais Católicas é oferecido de acordo com a doutrina Católica e corresponde especialmente à solicitação do Papa Francisco.

Na Prisão Feminina do Estado de Ilguciems, o cuidado das almas vem em primeiro lugar, e é realizado numa chave ecuménica, já que é realizado pelas três principais denominações da Letónia.

Os agentes pastorais católicos também trabalham ao lado dos ministros evangélicos luteranos e ortodoxos.

Artigo de Mario Galgano, publicado no Vatican News a 27 de Setembro de 2022.

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Palavras-Chave:
Letónia  •  Reclusas  •  Prisão  •  Reintegração  •  Liberdade
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