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DACS com Crux | 9 Set 2022
Bispos dos EUA lamentam fracasso das últimas negociações de desarmamento nuclear da ONU
A conferência aconteceu de 1 a 26 de Agosto na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.
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Os bispos dos EUA estão a pedir aos líderes mundiais que continuem a trabalhar pelo desarmamento nuclear depois de os participantes da recente Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) não terem conseguido chegar a um consenso sobre um documento final.

“Lamentamos o fracasso dos Estados-partes após quatro longas semanas de negociação para chegar a um consenso sobre um documento final”, disse o bispo David Malloy, de Rockford, presidente do Comité de Justiça e Paz da Conferência Episcopal em declarações a 8 de Setembro.

“Defendemos a aceleração e o fortalecimento da implementação do TNP e pedimos a todos os Estados-partes que se comprometam novamente com o diálogo e demonstrem progresso em direcção à eliminação das armas nucleares em todos os lugares”, disse Malloy.

A conferência aconteceu de 1 a 26 de Agosto na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. A conferência deste ano, a 10ª, estava prevista para 2020, mas foi adiada dois anos devido à COVID-19. Ocorre a cada cinco anos, por decisão tomada na Conferência de Revisão e Extensão do TNP de 1995.

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes antes da conferência deste ano, implorando-lhes que “se movam com determinação de uma perspectiva de competição para uma de cooperação”, lembrando ainda que “a paz e a estabilidade internacionais não podem ser baseadas numa falsa sensação de segurança, sob a ameaça de destruição mútua ou aniquilação total”.

Num comunicado após a conferência deste ano, as Nações Unidas culparam a Federação Russa pela falta de consenso como a única oposição a um documento resumido apresentado pelo presidente da conferência, Gustavo Zlauvinel. A adopção do documento requer um consenso de todos os 191 estados membros.

Falando na reunião, o delegado da Federação Russa argumentou que havia uma “dimensão política” no documento resumido relacionado com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Especificamente, cinco parágrafos que se referiam à central nuclear ucraniana em Zaporizhzhia.

A Rússia atacou e assumiu a fábrica no início deste ano. Na semana passada, uma equipa de inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica, o órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas, pediu a criação de uma zona segura à volta da instalação para evitar um possível desastre nuclear.

Falando com o Crux, o arcebispo John Wester, de Santa Fé, disse estar desapontado com o resultado da conferência deste ano, mas feliz por se encontrarem após o atraso provocado pela COVID-19. Apelidou a invasão da Ucrânia pela Rússia como um “toque de alerta de que precisamos realmente de falar séria e urgentemente sobre o desarmamento nuclear mundial multilateral”, acrescentando que os riscos actuais que o mundo enfrenta “são grandes demais”.

Wester escreveu uma carta pastoral, “Viver à Luz da Paz de Cristo: Uma Conversa para o Desarmamento Nuclear”, em Janeiro. A Arquidiocese de Santa Fé, localizada no Novo México, abriga dois laboratórios de armas e o maior depósito de armas nucleares do país, parte da razão pela qual decidiu liderar o pedido de desarmamento nuclear em todo o mundo.

Na carta, Wester chama a corrida ao armamento nuclear de “espiral viciosa que provoca acções e reacções progressivamente desestabilizadoras de todas as partes, incluindo o nosso próprio país”.

De acordo com as Nações Unidas, existem cerca de 13.000 armas nucleares restantes no mundo, pelo menos 90% das quais são propriedade dos Estados Unidos e da Rússia. Wester observou que, dado o arsenal de armas nucleares da Rússia e a invasão da Ucrânia, não foi uma surpresa que um acordo final não tenha sido alcançado.

“Acho que ninguém ficou surpreendido por o TNP não ter chegado a um consenso, mas acho que pelo menos foi bom terem tentado e continuarem a tentar, e que mantenhamos a pressão, que continuemos a tentar com que os estados se unam e falem sobre isso”, disse Wester.

O arcebispo acrescentou que até à próxima conferência será importante que todos “continuem as conversações… e vejam isso como algo que está em andamento”.

Malloy lembrou que “nenhum canto do nosso mundo está intocado pelas crescentes hostilidades da guerra”.

“Fundamentalmente, é a inimizade encontrada no coração humano que está na raiz de tal conflito e hostilidade, para a qual a Igreja proclama Cristo Jesus como o remédio para a humanidade”, disse Malloy.

“Rezamos para que todas as nações trabalhem para promover a confiança sobre a suspeita e para trazerem um progresso imediato e mensurável em direcção ao desarmamento e à paz duradoura”, concluiu.

Artigo de John Lavenburg, publicado no Crux a 9 de Setembro de 2022.

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Palavras-Chave:
Desarmamento nuclear  •  ONU  •  Estados Unidos da América  •  Guerra  •  Rússia  •  Ucrânia
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