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dacs com vida nueva digital | 25 Jul 2022
Primeiro balanço de Cremades sobre abusos em Espanha: “Entre 1.000 e 2.000 casos”
O advogado responsável pela auditoria externa da Igreja revela que existem até 30 acordos extrajudiciais com vítimas com indemnizações até 50.000 euros.
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  © DR

Cinco meses depois de ter assumido a tarefa da Conferência Episcopal Espanhola de radiografar os abusos sexuais dentro da Igreja, o advogado Javier Cremades lança uma primeira estimativa: “estamos a falar de 1.000 a 2.000 casos”.

Estes dados foram afirmado em entrevista à Europa Press, em que o responsável da sociedade de advogados Cremades & Calvo Sotelo detalha que a maioria das queixas indagadas corresponderia aos anos 70 e 80 do século XX.

“Entre os que a Conferência Episcopal tem e os que o jornal El País tem, estamos a falar de entre 1.000 e 2.000 casos, aproximadamente. Agora estamos a ordenar e classificar os que chegaram até nós”, explica o presidente do escritório de advogados à Europa Press.

 

Trabalho com dificuldades

Nesta fase de acompanhamento, Cremades revela ter encontrado até 30 acordos extrajudiciais com vítimas, na maioria dos casos referentes a congregações religiosas e os seus leigos, que incluíram indemnizações entre 9.000 e 50.000 euros.

Quanto ao ritmo de trabalho, garante que está a correr “razoavelmente bem”, embora reconheça algumas dificuldades como “identificar o volume, o número de casos…”.

“A extensão do fenómeno não vai ser fácil porque muitas vítimas não denunciaram, permanecem em silêncio e também as compreendemos”, disse à agência de notícias.

 

Nem paliar, nem minimizar

Nesse sentido, espera ter o relatório pronto até à Primavera de 2023 e descarta a extrapolação de dados, como foi feito no questionado estudo da Igreja francesa devido ao grande número de casos registados.

De qualquer forma, defende que não vão “tentar mitigar ou minimizar a dimensão do dano, mas apresentar a dura realidade”, nem vão limitar-se “apenas a casos legais ou prescritos, não será uma categoria de ordem processual que decidirá a sua inclusão no catálogo de abusos da Igreja espanhola a menores”.

“Estamos na ponta do icebergue, acho que há muito silêncio, vimos de uma cultura de encobrimento e de uma cultura de silêncio”, também admite Cremades.

Sobre a questão recorrente da sua colaboração com a comissão do Provedor de Justiça, Ángel Gabilondo, o advogado afirma que falaram duas vezes ao telefone e estão “todos alinhados no esclarecimento da verdade”.

 

Artigo de José Beltrán, publicado em Vida Nueva Digital a 25 de Julho de 2022.

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Palavras-Chave:
Espanha  •  Cremades  •  Abusos Sexuais  •  Menores  •  Protecção de Menores  •  Prevenção  •  Relatório
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