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DACS com Vida Nueva Digital | 2 Jun 2022
Francisco: “Silenciar as verdades sobre Deus por respeito a quem não acredita é como queimar livros por respeito a quem não pensa”
O Papa recebeu os participantes do Congresso Internacional sobre o Pacto Educacional Global.
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  © DR

A educação, segundo o Papa Francisco: recuperar a centralidade da pessoa, investir as melhores energias com criatividade e responsabilidade e educar no serviço.

Estas são as três chaves que o Pontífice partilhou com os participantes do Congresso Internacional sobre as “Linhas de Desenvolvimento do Pacto Educativo Global”, que recebeu ontem de manhã.

Como explicou Jorge Mario Bergoglio, as crises podem tornar-se “um momento propício” para evangelizar. E afirmou que não se pode “calar as verdades sobre Deus por respeito a quem não crê”, porque “seria, no campo da educação, como queimar livros por respeito a quem não pensa, apagar obras de arte por respeito a quem não vê, ou música por respeito a quem não ouve”.

No seu discurso sobre as crises, o Papa deu como exemplo Eneias, que, no meio das chamas da cidade incendiada, carrega o seu velho pai Anquises nos ombros e leva o seu filho Ascânio pela mão, colocando ambos seguros.

Para Francisco, esta figura mitológica pode ser significativa para a missão dos educadores, chamados a guardar o passado e acompanhar os jovens passos do futuro. Assim, apontou três chaves sobre Eneias:

 

A centralidade da pessoa

“Saindo de Tróia, Eneias não leva consigo bens, coisas – além dos ídolos de Penates –, mas apenas o pai e o filho. As raízes e o futuro, as promessas. Isto lembra-nos que em qualquer processo educativo devemos sempre colocar as pessoas no centro e focar-nos no essencial, tudo o resto é secundário, mas sem nunca abandonar as raízes ou a esperança no futuro”, indicou.

 

Investir as melhores energias com criatividade e responsabilidade

“O velho Anquises representa a tradição que deve ser respeitada e preservada (…) Ascânio representa o amanhã que deve ser garantido; Eneias é quem age como «ponte», quem garante a passagem e a relação entre as gerações", sublinhou.

Na verdade, a educação aponta para “um projecto de longo prazo”. Na Igreja, esse retrocesso transforma-nos “numa seita”, que “encerra, que afasta horizontes”. Faz “guardiões de tradições”, mas de “tradições mortas”, enquanto “a verdadeira tradição” é aquela que “é levada adiante com os filhos”, afirmou.

 

Educar no serviço

Anquises e Ascânio, além de representarem a tradição e o futuro, “são também símbolos dos segmentos frágeis da sociedade que devem ser defendidos, rejeitando a tentação do descarte, da marginalização. A cultura do descarte quer que acreditemos que quando alguma coisa já não funciona bem, deve ser deitada fora e mudada”.

“É o que se faz com os bens de consumo, o que acabamos por fazer hoje, também com as pessoas: por exemplo, se um casamento não funciona mais, muda-se; se uma amizade já não é boa, é cortada; se um idoso não é mais autónomo, é descartado... Por outro lado, fragilidade é sinónimo de preciosidade: os idosos e os jovens são como vasos delicados que devem ser cuidadosamente guardados. Ambos são frágeis”, concluiu.

Artigo de Rubén Cruz, publicado em Vida Nueva Digital a 1 de Junho de 2022.

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