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DACS com Crux | 12 Mai 2022
Fé, martírio, milagres: Papa irá reconhecer dez novos santos
Os canonizados elevarão a 909 os santos que o Papa Francisco reconheceu oficialmente durante o seu pontificado.
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  © DR

Após uma longa pausa pandémica, está programado que o Papa Francisco celebre uma missa a 15 de Maio para a canonização de dez homens e mulheres: cinco da Itália, três da França, um da Índia e um da Holanda.

A última cerimónia de canonização foi celebrada a 13 de Outubro de 2019 e incluiu St. John Henry Newman.

Os “grandes nomes” – globalmente – na recém-reconhecida hoste celestial são o futuro São Carlos de Foucauld, que viveu como eremita no norte da África, e o futuro São Tito Brandsma, um carmelita holandês martirizado no campo de concentração de Dachau.

Os canonizados elevarão a 909 os santos que o Papa Francisco reconheceu oficialmente durante o seu pontificado; o número inclui os 813 “Mártires de Otranto”, que foram mortos na cidade do sul da Itália em 1480 e declarados santos em 2013.

Tendo em vista a cerimónia de canonização, a Congregação para as Causas dos Santos publicou uma breve biografia de cada um dos dez novos santos e informações sobre o milagre atribuído à sua intercessão necessária para suas canonizações. Embora a igreja não exija o reconhecimento de um milagre para a beatificação de um mártir, geralmente exige um para que todos os beatos sejam declarados santos.

 

Os dez, listados pela ordem da Congregação, são:

 

— Devasahayam Pillai, um leigo indiano e pai que nasceu numa família hindu de casta superior em 1712 e se converteu ao cristianismo em 1745. O Vaticano disse que a sua recusa em participar de cerimónias hindus e a sua pregação sobre “a igualdade de todas as pessoas”, negando o sistema de castas hindu, levou à sua prisão, tortura e sua morte em 1752.

Os únicos detalhes que o Vaticano forneceu sobre o milagre no seu caso foi que envolvia “o ressuscitar de um feto na 20ª semana de gravidez de uma mulher indiana” e que um inquérito diocesano sobre o caso foi realizado em 2015.

 

— César de Bus, nascido em França, fundador dos Padres da Doutrina Cristã, uma congregação religiosa dedicada à educação, pastoral e catequese. Nascido em 1544, gostava da vida e de festas até que teve uma experiência de conversão aos 30 e poucos anos e começou a dedicar a sua vida à oração e à ajuda aos pobres. Ordenado ao sacerdócio em 1582, foi um pioneiro na educação dos leigos na fé, usando ilustrações que ele mesmo pintou e canções e poesias que escreveu. Morreu em 1607.

O Vaticano disse que o milagre aprovado para a sua canonização foi a cura em 2016 de uma jovem em Salerno, Itália, que sofria de “meningite por acinetobacter baumannii” com “hemorragia cerebral de uma ruptura de alto fluxo da MAV com hidrocefalia aguda”.

 

— Luigi Maria Palazzolo, sacerdote italiano e fundador da Congregação das Irmãs dos Pobres. Nascido em 1827, foi ordenado sacerdote em 1850. A biografia do Vaticano dizia: “Naquela época havia um clero em abundância e, como a maioria dos padres de famílias ricas que ficavam em casa e se dedicavam generosamente às boas obras, Luigi escolheu dedicar-se aos jovens” num oratório de um bairro pobre. Abriu uma escola que oferecia aulas nocturnas de leitura e escrita para homens e meninos antes de abrir um oratório separado para meninas e fundar as Irmãs dos Pobres para dirigi-lo.

O milagre reconhecido na sua causa de santidade envolveu uma Irmã dos Pobres italiana que teve uma perfuração intestinal, sépsis, falência de múltiplos órgãos e choque séptico. No início de 2016, quando os médicos anunciaram a sua morte iminente e pararam de tentar reverter os danos, recuperou.

 

— Giustino Maria Russolillo, italiano que, no dia da sua ordenação sacerdotal em 1913, prometeu fundar uma ordem religiosa dedicada a promover as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, mas a sua primeira tentativa foi impedida pelo seu bispo. Eventualmente, porém, fundou a Sociedade das Vocações Divinas para homens e as Irmãs Vocacionistas.

A cura em Abril de 2016 de um jovem membro da Sociedade das Vocações Divinas que estava em coma e que teve insuficiência respiratória aguda e rabdomiólise (morte muscular) após um ataque epiléptico foi o milagre aceite para a sua canonização.

 

— Carlos de Foucauld nasceu em Estrasburgo, França, em 1858. Afastou-se da fé durante a adolescência, mas durante uma viagem ao Marrocos viu como os muçulmanos eram devotos à sua fé, o que o inspirou a voltar à igreja e, eventualmente, juntar-se aos trapistas. Depois de viver em mosteiros na França e na Síria, procurou uma vida ainda mais austera como eremita. Ordenado ao sacerdócio em 1901, viveu entre os pobres e finalmente estabeleceu-se em Tamanrasset, Argélia. Em 1916, foi morto por um bando de saqueadores. Os seus escritos inspiraram a fundação, após a sua morte, dos Irmãozinhos de Jesus e das Irmãzinhas de Jesus.

O milagre aprovado para a sua causa envolveu Charle, um aprendiz de carpinteiro que trabalhava na restauração de uma capela em Saumur, na França, que caiu de mais de 15 metros, batendo num banco cujo braço perfurou o seu lado esquerdo e saiu pelas costas na base da sua caixa torácica. Segundo os Irmãozinhos de Jesus, Charle não desmaiou, levantou-se imediatamente para procurar ajuda e, após a cirurgia, recebeu alta do hospital após uma semana. “Voltou a trabalhar dois meses após o acidente sem sofrer quaisquer efeitos nocivos físicos ou psicológicos”, dizia a ordem. O acidente ocorreu a 30 de Novembro de 2016, véspera do centenário da morte do Beato Carlos.

 

— Anna Maria Rubatto, fundadora da ordem hoje conhecida como Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto, nasceu em Carmagnola, Itália, em 1844 e faleceu em Montevidéu, Uruguai, em 1904.

O milagre aceite na sua causa envolveu a cura em Março de 2000 em Colónia, Uruguai, de um jovem que sofria de “trauma cranioencefálico com grave hemorragia subaracnóidea, coma grave, hipertensão endocraniana e dano axonal difuso”, disse a Congregação para as Causas dos Santos.

 

— Maria Domingas Mantovani, co-fundadora e primeira superiora geral das Irmãzinhas da Sagrada Família. Nascida em 1862 em Castelletto di Brenzone, Itália, dedicou a sua vida ao serviço dos pobres e necessitados, bem como à assistência aos doentes e idosos. Morreu em 1934.

O milagre no seu caso envolveu a cura em 2011 de uma menina de 12 anos na Argentina que, durante um procedimento médico, sofreu convulsões, paragem cardíaca e insuficiência respiratória. Tocada com uma relíquia do Beato Mantovani e apoiada pelas orações da sua família, a menina foi extubada dois dias depois e recuperou, disse o Vaticano.

 

— Tito Brandsma nasceu em Oegeklooster, Holanda, em 1881 e ingressou nos Carmelitas em 1898. Ordenado em 1905, foi enviado a Roma para continuar os seus estudos e, lá, tornou-se correspondente de vários jornais e revistas holandesas. Quando voltou para casa, fundou a revista Karmelrozen e, em 1935, foi nomeado capelão da associação de jornalistas católicos holandeses. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi preso e enviado a Dachau por traição depois de defender os judeus e encorajar os jornais católicos a não publicarem propaganda nazista. Foi morto com uma injecção letal em 1942 aos 61 anos e cremado no campo.

O milagre na sua causa envolveu o padre carmelita Michael Driscoll, ex-pastor da Igreja St. Jude em Boca Raton, Flórida, que agora tem 80 anos. Em 2004, foi diagnosticado com melanoma metastático grave, estágio 4, e começou a orar ao Beato Tito e a colocar uma relíquia das roupas do mártir na sua cabeça e pescoço. Quando o conselho médico da Congregação para as Causas dos Santos examinou o caso, disse o Vaticano, “da doença, que era particularmente maligna e invasiva, não havia mais vestígios, mesmo depois de mais de 15 anos”.

 

— Maria Rivier, francesa que fundou as Irmãs da Apresentação de Maria em 1796 durante a Revolução Francesa, quando muitos conventos católicos foram fechados e as actividades religiosas foram proibidas. Nasceu em 1768 e morreu em 1838.

O milagre reconhecido para a sua canonização, disse o Vaticano, ocorreu em 2015 em Tagbilaran, Filipinas. Envolveu o desaparecimento de hidropisia – um acumular de líquido nos tecidos e órgãos – num feto com pouco mais de 12 semanas de gravidez. A menina nasceu saudável a 6 de Setembro de 2015.

 

— Carolina Santocanale, também conhecida como Beata Maria de Jesus, freira italiana nascida em 1852, que fundou a Congregação das Irmãs Capuchinhas da Imaculada de Lourdes. Morreu em Palermo em 1923.

O Vaticano disse que o milagre na sua causa envolveu uma jovem noiva que sofria de dois distúrbios autoimunes, miastenia grave e tireoidite de Hashimoto, e infertilidade documentada. No entanto, depois de orações à Beata Carolina, em Dezembro de 2016 descobriu que estava grávida. E, seis meses depois de o seu primeiro filho nascer saudável, engravidou novamente e deu à luz outro bebé saudável.

 

Artigo de Cindy Wooden, publicado no Crux a 10 de Maio de 2022.

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