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DACS | 27 Out 2021
Bispos escoceses desinvestem de combustíveis fósseis antes de cimeira climática
Aos bispos católicos juntam-se 72 outras organizações religiosas internacionais, da Austrália, Irlanda, Itália, Quénia, Nepal, Perú, Ucrânia, Reino Unido, os Estados Unidos e Zâmbia, num desinvestimento avaliado em mais de 4 mil milhões de euros.
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Os bispos católicos da Escócia anunciaram o desinvestimento dos combustíveis fósseis em antecipação da cimeira COP26, a cimeira sobre alterações climáticas que vai ter lugar em Glasgow a partir de 31 de Outubro.

Aos bispos católicos juntam-se 72 outras organizações religiosas internacionais, da Austrália, Irlanda, Itália, Quénia, Nepal, Perú, Ucrânia, Reino Unido, os Estados Unidos e Zâmbia, num desinvestimento avaliado em mais de 4 mil milhões de euros.

As organizações britânicas incluem todas as dioceses católicas escocesas e quatro dioceses católicas na Inglaterra e no País de Gales. Entre as envolvidas estão as arquidioceses de Glasgow, St. Andrews e Edinburgo, Birmingham, Southwark e as dioceses de Brentwood e Portsmouth, para além de cinco ordens religiosas católicas, incluindo as Religiosas da Assunção na Inglaterra, os Missionários Columbanos no Reino Unido, e a Universidade de St. Mary, em Twickenham.

O anúncio segue-se ao recente apelo do Papa Francisco para enfrentar a “crise ecológica sem precedentes” antes da COP26 e exigências semelhantes de activistas, como o grupo ambientalista cristão Operation Noah (Operação Noé), que pediram o fim imediato do financiamento de combustíveis fósseis.

O bispo de Galloway, Bill Nolan, o porta-voz para o ambiente na Conferência de Bispos Católicos da Escócia, disse: “Dado o dano que a produção e consumo de combustíveis fósseis está a causar ao ambiente e às populações de países com rendimentos baixos, não era correcto lucrar com investimento nessas empresas.”

Sugerindo que esta acção dos bispos deve ser seguida por outras organizações, o bispo Nolan acrescentou que a justiça exige “que devemos afastar-nos dos combustíveis fósseis”.

O reverendo Joshtrom Isaac Kureeethadam, coordenador de ecologia e criação no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, apresentou a decisão como uma “grande razão para celebração” e disse que esta apresenta “uma clara exigência para governos e investidores acabarem com a era dos combustíveis fósseis”.

O arcebispo de Birmingham, Bernard Longley, disse que a decisão de desinvestir era “uma resposta tanto ao grito da terra como ao dos pobres, aproximando-nos mais do seu consolo”. Ver “tantos unidos neste objectivo”, disse Longley, “dá-me grande esperança para o futuro”.

Dentro e fora da Igreja, o movimento de desinvestimento dos combustíveis fósseis tem crescido exponencialmente nos recentes anos. De acordo com um novo relatório, 1.485 instituições com activos com um valor combinado de mais de 37 biliões de euros comprometeram-se a desinvestir, uma subida face aos 49 mil milhões de euros em valor representados por esses compromissos em 2014. A Agência Internacional de Energia avisou no início deste ano que não pode haver novos investimentos em carvão, petróleo e gás para o mundo limitar o aquecimento global a menos de 1,5 graus Celsius.

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