Arquidiocese de Braga -
25 janeiro 2026
IV Domingo do Tempo Comum | A
“Alegrai-vos e exultai”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Pequeno arranjo floral colorido, se possível com pequenos brotes ou flores, como se algumas das sementes de esperança principiassem a brotar.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Deus vive na Sua morada santa – F. Santos
[Apresentação dos dons] Meu Deus, na simplicidade – Az. Oliveira
[Comunhão] Bem-aventurados – J. Geada
[Final] Exulta de alegria – M. Carneiro
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações do Domingo IV do Tempo Comum
[Prefácio] Prefácio VI Dominical do Tempo Comum
[Oração Eucarística] Oração Eucarística III
[Bênção] Oração de bênção sobre o povo n.º 21
Catequese Mistagógica
Cântico de Entrada
‘Reuni-nos de todas as nações para dar graças ao vosso santo nome’. Este excerto da antífona de entrada, proposta pelo Missal Romano para o IV Domingo do Tempo Comum, é alavanca para aprofundarmos o sentido deste gesto de caminhar cantando, e reunir a assembleia para a celebração dos mistérios de Cristo. O canto acompanha a procissão, constituindo a assembleia reunida como Povo de Deus peregrino. Esta caminhada ritual é uma ‘liturgia condensada’ da jornada da comunidade e, em certo sentido, prelúdio do seu envio missionário.
O cântico, juntamente com a procissão, educa os fiéis sobre o significado da celebração, aprofundando a conexão entre o que se canta e o que se vive. Não é, por isso, simplesmente uma música bonita e ritmada, mas um verdadeiro olhar renovado sobre o eterno mistério que se revela dominicalmente da Páscoa do Senhor. É um ‘olhar atuante’ do Espírito Santo sobre a comunidade que caminha para o Altar da Aliança, que nos sintoniza com a presença real e santificante de Deus no meio do seu povo.
Ministérios Litúrgicos
A presença dos acólitos, como elementos que ativamente se associam ao sacrifício eucarístico que se desenrola diante de todos no Altar, é imagem da configuração com Cristo através das bem-aventuranças, desde o sacrifício pedido, à recompensa prometida.
Evangelho para todos
Entrar no espírito das Bem-aventuranças significa entrar no olhar de Deus sobre a realidade humana e descobrir que, em Cristo, mesmo as situações de aflição ou perseguição podem ser vividas como razão de alegria e esperança: a de quem sabe ter algo em comum com Jesus, o bem-aventurado, mas também o pobre, manso, misericordioso, perseguido e sofredor por excelência. A bem-aventurança é então a alegria íntima de uma comunhão mais plena com o Senhor, experimentada em situações concretas, a alegria do servo que se encontra onde o seu Senhor também esteve (cf. Jo 12, 26).
Cada bem-aventurança tem o seu lado ‘negativo’, de ‘auto-renúncia’ e implica um juízo e um apelo à conversão, por vezes difícil e dolorosa, não isenta de riscos e recuos, mas também abre um horizonte de esperança de alegria de plenitude.
Oração Universal
V/ Irmãos e Irmãs: com os olhos postos na bem-aventurança eterna prometida por Cristo, oremos confiadamente ao Pai que sempre se compadece do sofrimento humano, dizendo:
R/ Concedei-nos, Senhor, a vossa graça
Para que o para Leão XIV e o nosso arcebispo D. José Cordeiro, os presbíteros, diáconos e toda a Igreja vivam a mensagem libertadora das bem-aventuranças, oremos.
Para que os responsáveis das nações se inspirem na mensagem de Cristo, tenham atenção e solicitude pelos fracos e pobres e promovam a mansidão, a paz e a justiça, oremos.
Para que as pessoas que anseiam pela igualdade e lutam pela dignidade humana de todos os filhos amados de Deus vejam os seus esforços e sofrimentos transformados em sementes de esperança, oremos.
Para que os discípulos de Cristo se ponham ao lado dos que sofrem e são perseguidos por defenderem os valores do Evangelho, oremos.
Para que as pessoas que colocam em risco a sua vida para defenderem a dignidade, a paz e o Evangelho, sofrendo perseguição, prisão e martírio, vejam sinais de um mundo e uma sociedade mais fraternos, oremos.
Para que a nossa comunidade paroquial seja um lugar de promoção da paz, da justiça e do anúncio corajoso do Evangelho, mesmo em prejuízo do seu conforto, oremos.
V/ Senhor, nossa paz e nossa esperança, sede o refúgio e fortaleza dos pobres que sofrem, e fazei-nos acolher com fidelidade os sacrifícios que nos anunciais, em ordem à bem-aventurança que nos prometeis. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Bênção e envio
Antes da bênção final, particularmente se se aproveitar esta data para celebrar com a catequese do 7º ano a ‘festa das bem-aventuranças’, pode proclamar-se novamente em voz off o excerto do Evangelho onde se encontram as bem-aventuranças. Pode também entregar-se à assembleia um pequeno marcador de livros com uma bússola ‘orientadora do caminho’, onde estejam escritas as bem-aventuranças, servindo de compromisso, quer dos adolescentes e quer de toda a comunidade.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
No Sermão da Montanha, São Mateus dá-nos a lista das bem-aventuranças tradicionalmente enunciada na catequese. Todavia, a Palavra de Deus apresenta-nos outras bem-aventuranças noutros locais. Temos, por exemplo, a frase dita por Jesus a Tomé: “felizes os que acreditam sem terem visto”. Há ainda duas bem-aventuranças propriamente eucarísticas. A primeira aplica-se à liturgia da Palavra: “felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática”; a segunda refere-se à liturgia eucarística: “felizes os convidados para a ceia do Senhor”. Assim, a Eucaristia é o lugar por excelência da bem-aventurança. Nela, a felicidade não é uma conquista pessoal, mas um duplo dom: Palavra da Salvação e convite às Núpcias do Cordeiro.
Sair em missão
Oração
Senhor Jesus Cristo,
Vós que vos identificaste profundamente com os pobres,
para nos mostrar que estes são na verdade os prediletos de Deus,
ensinai-nos a verdadeira pobreza em espírito,
que renuncia a todos os obstáculos à comunhão,
e põe apenas na vossa Palavra a sua confiança.
Missão da Semana
Durante esta semana, procuremos por em prática uma ou algumas das obras de misericórdia espirituais (ensinar os ignorantes, dar bons conselhos, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas alheias e rezar pelos vivos e defuntos), como forma de nos ‘empobrecermos’, para que se abra espaço no nosso coração para a riqueza de Deus.
Download de Ficheiros
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Pão na Palavra
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