Arquidiocese de Braga -
10 outubro 2024
XXIX Domingo do Tempo Comum |
“Quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo”
Celebrar em comunidade
Itinerário simbólico
Arranjo a evidenciar a simplicidade do pão e do vinho.
Sugestão de cânticos
[Entrada] Vamos confiantes ao trono da graça – C. Silva / A. Cartageno
[Apresentação dos dons] Quem quiser ser o primeiro – Az. Oliveira
[Comunhão] O Filho do Homem – F. Santos
[Final] Diz o Senhor: ide e ensinai – A. Cartageno
Eucologia
[Orações presidenciais] Orações para o Domingo XXIX do Tempo Comum
[Prefácio] Prefácio III dos Domingos do Tempo Comum
[Oração Eucarística] Oração Eucarística III
[Bênção] Oração sobre o povo nº 7
Catequese Mistagógica
Apresentação dos dons
Depois de nos nutrirmos pela escuta da Palavra, à volta do Ambão, voltamo-nos para o Altar, mesa do sacrifício e do banquete. O primeiro momento da Liturgia Eucarística é a apresentação e preparação dos dons: “na preparação dos dons, levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos” (IGMR 72).
Como se ordena este rito? Como sintetizam os números 73 a 76 da IGMR, em primeiro lugar, abre-se o Corporal sobre o Altar e colocam-se o Missal, o Cálice e o Sanguinho. Depois e preferencialmente, os fiéis devem apresentar ao sacerdote ou ao diácono ou ao acólito instituído o pão e o vinho com água em lugar conveniente, que depois os deporão sobre o Altar, onde o sacerdote dirá a fórmula própria. Além destas ofertas, podem ser apresentadas outras (como as esmolas), destinadas à Igreja ou aos mais frágeis, que são colocadas fora da Mesa Eucarística.
Neste momento podem ser incensados os dons colocados sobre o Altar, a Cruz, o próprio Altar, o sacerdote e o povo. Todo este rito pode ser acompanhado por um cântico adequado, por um tema instrumental ou em silêncio. No final, o sacerdote lava as mãos como sinal de purificação para oferecer a Deus o Santo Sacrifício.
Preparação Penitencial
Sugere-se a opção pela fórmula B da preparação penitencial, conforme a seguir se propõe.
O sacerdote diz: De coração humilde e contrito pela consciência dos nossos pecados, voltemo-nos para Deus, que é santo.
Depois de um momento de silêncio, o sacerdote diz: Tende compaixão de nós, Senhor.
O povo responde: Porque somos pecadores.
O sacerdote continua: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
O povo responde: E dai-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição do sacerdote.
Evangelho para os jovens
A grande lição que Jesus nos deixa neste XXIX Domingo do Tempo Comum encontra-se no final do Evangelho e tem uma estupenda pertinência para os tempos que vivemos. Primeiro, Jesus, depois de interrogado por Tiago e João, alerta os discípulos a sós e ensina-lhes como devem ser verdadeiros seguidores do Senhor, num contexto particular. Ou seja, Jesus não aproveita a provocação para humilhar os discípulos em frente a toda a gente. Quando queremos dizer alguma coisa, chamamos essa pessoa ou pessoas à parte e, calmamente, e com muita sabedoria chamamos as pessoas à razão.
Segundo, num mundo cheio de chefes das nações autocratas, ditadores e tiranos, Jesus pede-nos atitudes de serviço e humildade. O Reino de Deus, que acontece aqui e agora, não tem nada a ver com os reinos da terra que dizimam cada vez mais pessoas arbitrariamente, e onde cabem neles a ambição e a ânsia de poder e honras. Bem pelo contrário, todos e cada um devem esforçar-se por pautar a sua vida com atitudes de serviço aos outros, tal como disso é exemplo Jesus, pois não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela salvação de todos.
Oração Universal
V/Irmãs e irmãos: oremos juntos ao Pai para que nos ensine a sabedoria da cruz do seu Filho e a caridade para com todas as pessoas que sofrem, dizendo:
R/Escutai, Senhor, a nossa oração.
- Pelos bispos, presbíteros e diáconos, pelos que têm compaixão daqueles que sofrem e pelos que sabem acolher quem os procura, oremos.
- Pelos que livremente foram eleitos pelo povo, pelos que exercem as suas funções com retidão e pelos que gostam de servir como Jesus, oremos.
- Pelas pessoas a quem a vida mais provou, pelos que carregam a cruz de Jesus Cristo e pelos que aceitam o sofrimento redentor, oremos.
- Pelos que se abeiram de Jesus, trono da graça, pelos que recebem assiduamente o seu perdão e comungam o seu Corpo e o seu Sangue, oremos.
- Por todos os países de missão, pelos missionários que levam ao longe a Boa Nova e pelos cristãos que oram sem desânimo, oremos.
V/Senhor, Deus de misericórdia, o vosso Filho suportou as nossas dores para com elas servir os seus irmãos: pela sua oração e pelo seu exemplo, tornai-nos solidários com quem sofre. Por Cristo, nosso Senhor.
R/ Ámen.
Encontrar o Pão na Palavra
Meditação Eucarística
A Eucaristia é o momento por excelência em que Aquele que é justamente chamado mestre se torna o escravo de todos. A Eucaristia foi instituída durante a mesma Ceia pascal em que Cristo assumiu o papel de servo, lavando os pés aos seus discípulos. No Evangelho de João, o Lava-pés serve praticamente de narração da instituição da Eucaristia. O escravo é aquele que serve os seus senhores à mesa. Foi dessa forma que Jesus se comportou na Última Ceia: Ele, que é chamado com justiça Mestre e Senhor, deu-nos o exemplo, fazendo-se servo de todos. A Eucaristia torna-se Memorial da Última Ceia, mas também da Cruz, sinal do abaixamento extremo do Filho do Homem para se tornar dom para nós sob a forma de alimento.
Sair em missão
No final do dia, aceder sozinho ou em família à página da internet do “Passo a Rezar” e fazer a revisão do dia com auxílio de uma das sete propostas de Exame de Consciência que lá se encontram disponíveis.
Download de Ficheiros
B_Comum_29.doc
Pão na Palavra
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