Arquidiocese de Braga -

13 julho 2026

Peregrinação Arciprestal de Fafe levou multidão de fiéis a Antime para agradecer e pedir

Fotografia Francisco de Assis

DM - Francisco de Assis

Uma multidão de fafenses e de fiéis de muitas partes do Minho peregrinou ontem entre Fafe e Antime, proporcionando um grande encontro de duas grandes massas humanas unidas pela fé e devoção à Nossa Senhora da Misericórdia de Antime e à Senhora das Dores, de Fafe. O ponto de encontro foi, como sempre, a Ponte de São José, onde as duas Senhoras se encontraram, num momento marcado por aplausos e uma largada de pombos.

Antes, na homilia da Eucaristia solene, na igreja de Antime, o Arcebispo Metropolita de Braga agradeceu aos fiéis a presença e lembrou que a missão do cristão não é colher, mas sim semear. «Mas ninguém semeia aquilo que não tem. Há muita gente a querer colher sem semear», alertou, frisando a importância de cada um colocar os dons ao serviço do bem comum.

«A nossa missão de pastores, de pais, de mães, de educadores, de políticos, de responsáveis, em todo o tipo de responsabilidade e vocação, é semear.»

E D. José deixou outra verdade: «A semente, para dar frutos, tem de morrer. Morrer para o egoísmo, para os individualismos, narcisismos e para tudo aquilo que é indigno de um cristão e que nos impede de ser melhores pessoas», exemplificou.

Por outro lado, D. José Cordeiro questionou qual o lugar que Deus ocupa na vida de cada cristão. «Se for um lugarinho, qualquer coisa chega e ocupa esse lugar. Mas se Deus ocupar o lugar central, então, sim, nada nem ninguém pode ocupar esse lugar.»

Durante a peregrinação, orientada pelo Arciprestado de Fafe, a multidão rezou, cantou, agradeceu as graças recebidas e pediu proteção, saúde e bênçãos. Aliás, como lembrou o arcipreste, nos regaços da Mãe do Céu, os peregrinos puseram vitórias, dores e preocupações, que ela vai levar ao seu Filho Jesus.

D. José lembrou «belo» momento da Visita Pastoral às 37 paróquias

No final da homilia, D. José Cordeiro pediu aos fiéis que se unissem a ele em ação de graças para que os frutos da Visita Pastoral possam ter continuidade. E lembrou a conclusão, com momento «belo» e solene do Crisma. Recordou, igualmente, que no próximo domingo, três jovens, com ligação a Fafe, vão ser ordenados padres. E desafiou os presentes a questionarem: «Porque não eu?». Até porque «há uma necessidade afetiva e efetiva de sacerdotes».

Nota para o carinho que as pessoas nutrem pela procissão. Seja pelas flores atiradas, pelos aplausos, pelas colchas nas varandas ou ainda pelo simples silêncio.

Receção na Câmara Municipal teve vários momentos simbólicos

Como manda a tradição, a procissão, encabeçada pelas Senhoras da Misericórdia de Antime e das Dores, de Fafe, fez uma paragem para saudação às autoridades. O presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, e toda a sua vereação receberam as autoridades religiosas, designadamente o Arcebispo de Braga e os senhores padres do Arciprestado de Fafe.

Para além da habitual largada de bombos, este ano houve fado, com letras alusivas às Senhoras de Antime e das Dores, mas também à «multidão em preces», que faz a procissão.

O Arcebispo de Braga e os sacerdotes fizeram questão de congratular o município e a fadista, acompanhada por quatro guitarristas, pelo belo momento.

De seguida, a procissão continuou o seu trajeto até à Igreja Nova, onde se realizaram a oração conclusiva e o Ato de Consagração.