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Departamento da Pastoral Universitária | 24 Abr 2020
Narrativas de quarentena de uma jovem universitária
Raquel Madureira, 1º ano, Engenharia Física (UMinho)
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Encafuar toda uma sociedade moderna dentro de quatro paredes parece ser a piada do século, pois bem, mais valia que fosse. 

Gostaria de dizer que toda esta situação é estranha, mas não totalmente. Algo estranho, na minha perspetiva, seria algo que é simultaneamente desconhecido e, de certa forma, surpreendente pela criatividade, ou seja, extraordinário. Esta pandemia já nos provou que criatividade não lhe falta, mas não é de modo nenhum uma situação desconhecida. Se pensarmos bem, uma situação desconhecida é uma circunstância que não é por nós reconhecida e que, de certo modo, não pode ser por nós prevista. Acontecimentos pandémicos semelhantes a este que estamos a viver não faltam na história, nem em filmes de ficção. Contudo, por mais livros que possamos ler e filmes que possamos ver, em que o Tom Hanks nos salva milagrosamente de toda a situação, este cenário não deixa de ser bizarro e até incomodativo. 

Quase todos os momentos do nosso dia são partilhados, ora se isto, na verdade, acontece, tudo o que recebemos nestes momentos não é mais que uma porção, uma fração, daquilo que poderíamos receber na normalidade da nossa vida. Podemos partir de um exemplo trivial, como um jantar de família. Nestes jantares, em que toda a família se senta em volta de uma mesa, o conceito de partilha é central: partilham um mesmo objetivo: comer; partilham um espaço; partilham a comida, disputando, talvez, a última fatia de bolo; partilham atenção; partilham ideias. Provavelmente, neste momento, deves estar a pensar que é um exagero a quantidade de coisas e momentos que partilhamos neste tempo de quarentena e que está na hora de termos uns minutinhos só para nós.

Uma das coisas que pude constatar nesta quarentena é que existe em nós um certo altruísmo natural, do qual não podemos escapar. Vivemos na partilha e da partilha. Foi desta forma que a Páscoa se viveu este ano, embora confinados, não faltaram meios para que pudéssemos dividir este dia tão especial com aqueles que mais gostamos. Neste sentido, e, uma vez que não podemos fugir à nossa natureza, percebemos que o momento não tem outra finalidade senão unir os que participam nele. 

Pensando melhor, na verdade, a pequena porção que recebemos já não parece tão insatisfatória como antes e muito melhor do que comer mais uma fatia de bolo, seria a possibilidade de o partilhar com alguém, esta ideia enche-me muito mais do que duas fatias de bolo. 


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