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Boletim Paroquial
Boletim 369 - II Domingo da Quaresma - Ano A - 08-03-2020
Crónica para o XXIII Domingo do Tempo Comum - Ano A - 6 de Setembro de 2020

Ligação



XXIII Domingo do Tempo Comum

Ano A

«Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós.» 

Viver na ofensa! Sustentar a maldade! Alimentar a raiva! Calar perante a injustiça!
Sentir indiferença total pelo erro de outro ser humano! Tornar ainda mais pesada a vida de quem sofre!
É o dia-a-dia de quem não tem coragem para permanecer no caminho da Cruz.
Todo aquele que aceita o mal, que não consegue retificar a decisão do outro, não é Cristão.
Todo aquele que não é capaz de construir uma reconciliação, não sabe amar e é um triste Baptizado!

A nossa missão nesta terra, neste tempo confuso e sem amor,
é alertar cada ser humano sobre o perigo das suas más decisões.
Somos sentinelas! Salvamos vidas, não as condenamos…
Ao ouvimos a voz de Deus, colocamo-La em prática e não endurecemos o nosso coração.
Porque sabemos que, mesmo quando provocamos o Senhor que nos dá a vida,
ELE, que é o criador do Universo, é Misericordioso com cada um de nós.
Então, quem és tu e quem sou eu, para não aceitarmos, com toda a caridade que nos habita no peito,   os erros dos outros, aqueles que somos chamados a amar, como nos amamos a nós próprios?

Hoje, a liturgia do 23º domingo do Tempo Comum, do ano A, reconcilia-nos com o nosso próprio coração.
Só nos podemos sentir amados se aprendermos a amar, independente,
esta condição inata de Cireneu na vida de todos (sem distinção)!
Ficar indiferente perante as asneiras que os outros fazem, é reconhecer que também nós só fazemos disparates.
Por isso, O Mestre quando nos fala sobre os motores humanos diz-nos:
«Se te escutar, terás ganho o teu irmão.»
Salvar aquele que está perdido e não sabe é tarefa para quem sabe o Batismo.

Escuta! Oh, Sentinela deste tempo mal-amado…
De que te adianta apontar o dedo aos erros e acusar, ferozmente, quem faz o mal?
Deves fazê-lo, apenas em última instância.
Quando já olhaste nos olhos de quem erra e disseste, assertivamente: “ Estás a errar!
Quando já alertaste mais de mil vezes que a atitude é incorreta!
Quando o erro é sempre o mesmo e já esgotaste todos os recursos para que te ouça!
Quando já não consegues ligar o teu coração ao peito de quem, continuamente, mata o Amor e o Bem!

Lembra-te que quando erras e te repreendem, queres primeiro preparar a defesa pelo teu ato.
Então, faz o mesmo com o teu irmão e com a tua irmã.
Mas, fá-lo com AMOR, com Caridade!
Da mesma forma com que queres que o teu irmão, a tua irmã, faça contigo…

Mesmo assim, se não resultar…
junta-te a dois ou três Baptizados, como eu e tu, e reza… porque Jesus dá a dica:
«Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa,
ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. »

Sentirás que o Mestre está no meio de “nós”,
a reconciliação acontecerá
e tu terás salvo a tua alma!

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Uma Igreja Sinodal e Samaritana

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Liliana Dinis | Póvoa de Varzim| 17 Jul 2020
Crónica para XVI Domingo do Tempo Comum - Ano A - 19 de Julho de 2020
Em ti encontra o Trigo que se transforma num pão bom e saboroso
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XVI Domingo do Tempo Comum

Ano A

  «O reino dos Céus…» 

 “Afinal quem sou eu? O que me faz ter medo?
Quem me dá alegria? Qual é o meu caminho?
De que sou feito? Serei eu muito mais do que penso ser?
Ou serei tão insignificante como uma gota no oceano?
Quem me dá alegria? Qual é o meu caminho?
De que sou feito? Serei eu muito mais do que penso ser?
Ou serei tão insignificante como uma gota no oceano?
Deus não te deixa só!
Nem mesmo quando permites que a maldade te agarre!
A cada passo que dás, O Criador oferece-te uma nova oportunidade
para que aceites com alegria a vocação que albergas no teu peito.
É a Sua infinita Bondade… A Compassividade eterna… A Paciência elevada ao seu expoente máximo…
A Misericórdia no meio das trevas… A Fidelidade perante a maior das traições…
Que fazem do Nosso Deus um Pai que te despe com o olhar,
porque te conhece desde sempre e para sempre.
Para ELE as aspirações do Teu coração são uma lição bem estudada.
Nada em ti é segredo… e até o teu silêncio fala muito mais do que um livro inteiro de sabedoria,
porque são os teus gestos que te denunciam!
Hoje, no 16º domingo do Tempo Comum, tens a cabeça a prémio.
Jesus quer-te! És ramo fundamental na grande árvore que dá sombra e abrigo, aos mais pequenos passarinhos!
E o Mestre, O Cristo, é Aquele que te valoriza e ensina:
«Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
Em ti encontra o Trigo que se transforma num pão bom e saboroso:
«…recolhei-o no meu celeiro…»
Sabe que tu és capaz de ser um humilde Grão de mostarda:
«Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta e torna-se árvore…»
Tu és o Fermento que, pacientemente, faz crescer o bem:
«…uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado».
O que te faz questionar?
O pecado procura-te a cada passo.
Ficas fascinado pela beleza, pela facilidade com que tudo te é apresentado…
Cais na velha armadilha de julgar os outros…
Queres cortar o mal pela raiz e ceifas tudo… Deixas de edificar o bem!
Sentes-te injustiçado… incompreendido… esquecido!
Não queres ser transformado… A humildade assusta-te… Estás cansado de esperar!
A audácia que Deus semeou em ti indica um só caminho: o do arrependimento!
Aceita ser Trigo, Grão de mostarda, Fermento…
Analisa o teu coração… Encontra-te! Cresce!
O Reino dos Céus precisa de ti!

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