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Revista Cenáculo | 2 Mar 2006
XVIII Jornadas Teológicas
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Gramáticas do Olhar Teologia – Literatura – Cinema O tema, Gramáticas do olhar: teologia-literatura-cinema, surge no contexto das comemorações dos 60 anos de vida da revista Cenáculo e das XVIII Jornadas Teológicas. É um tema que tem a preocupação de pôr em evidência o diálogo entre a Teologia e a cultura, constituindo, ao mesmo tempo, a própria identidade da revista ao longo de todos estes anos. Daí termos escolhido o trinómio teologia-literatura-cinema para esclarecer e debater o assunto de forma aprofundada, vincando o carácter teológico e sócio-cultural da revista Cenáculo. Ora, é no espaço público, no debate das grandes questões e no diálogo entre as diversas formas de expressão que o Homem social vai forjando a sua mais singular identidade e se vai conhecendo melhor. Porque tem consciência da sua natureza cultural, ele busca razões para se poder entender a si mesmo e entender tudo aquilo que o circunda. Porém, não deixa de ser interessante notar a incessante, mas sempre limitada, busca do ser humano na relação com o divino servindo-se de várias “gramáticas” para olhar e contemplar determinados fenómenos que o transcendem. Tanto assim é que a literatura e o cinema, sob as mais díspares formas, procuram frequentemente traduzir, interpretando na sua linguagem e a seu modo, o conteúdo de fé, ou mais abrangentemente, a relação entre Deus e o Homem. São, certamente, duas formas de arte que questionam constantemente a Teologia, os teólogos e todos os crentes. Exigem e provocam respostas na ânsia de serem esclarecidas. À Teologia caberá estar à altura de saber relacionar-se com o mundo da cultura, dando o melhor de si, pondo em evidência a sua essência, a sua originalidade e o seu mais alto valor para o progresso integral da humanidade. Mas será que as (re)produções literárias e cinematográficas transmitem sempre de forma fiel os conteúdos ou os assuntos teológicos? Que representações e imagens nos dão do divino e da Igreja? Que influência positiva ou negativa exercem no seio duma sociedade? Serão mais os confrontos que as aproximações? Será que o diálogo entre o mundo da cultura e a Teologia é veraz ou a Teologia passa simplesmente despercebida nas múltiplas formas de a exprimir? Será que há falta de abertura da Teologia e falta de compreensão da cultura no diálogo entre si? Será que as polémicas levantadas pela literatura e pelo cinema distanciam esse diálogo ou, pelo contrário, o tornam mais profundo e consequente? Que perspectivas de futuro? Que influência tem a Teologia na arte (sobretudo na literatura e no cinema) e esta na Teologia? De que forma se manifestam essas influências? Estas perguntas não têm certamente uma resposta cabal e final, mas serão uma tentativa de aproximação e de análise ao contexto situado. Neste sentido, a Teologia, dentro de si mesma e através da cultura, terá que fazer-se histórica e criadora de história. Uma Teologia inserida na cultura do seu tempo, como parte fundamental da humanidade, falará ao Homem, em cada Homem concreto. À literatura e ao cinema caberá transmitir com toda a sua criatividade e imaginação inesgotável os conteúdos e os valores fundantes e intrínsecos ao ser humano numa abertura possível para a luz do infinito. Será plausível colocar tal anseio e esperar a sua concretização? É o que vamos procurar saber ao longo destes dias! Programa: 7 de Março “Cenáculo” - escola da escrita e do pensar Prof. Doutor Bártolo Paiva de Campos 8 de Março Dizer poético - Dizer teológico Prof. Doutor Tolentino de Mendonça 9 de Março Não farás imagens! (mesa redonda) Realizador Manoel de Oliveira Dr. Carlos Morais Moderador: Prof. Doutor João Duque
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