DACS | Fotografias: Filipa Correia | 20 Abr 2017
O "Musical Mariano - 100 Anos das Aparições de Fátima" será apresentado no Auditório Vita no dia 06 de Maio, pelas 21h00, havendo já outros espectáculos agendados. Bilhetes estão disponíveis nos Serviços Centrais e custam 5€. O DACS esteve à conversa com o Pe. Albano Nogueira, organizador do Musical.

Quais são os principais objectivos deste Musical Mariano?

Este pretende ser um trabalho de evangelização. Queremos falar do Evangelho, de Jesus Cristo, falar da Boa-Nova Salvação que é uma alegre notícia, do amor de Deus que nos criou e salvou e nos santifica pela acção do Espírito Santo! É o quarto musical que organizo: a princípio eram um pouco mais simples, mais “brandinhos”, neste houve progresso mais progressos. O musical chama-se Mariano porque está relacionado com as Aparições de Fátima e com o ano mariano que a Arquidiocese também está a viver. Há um primeiro momento durante o qual animo o público com algumas pessoas em palco, com três ou quatro músicas. Depois existe uma experiência profunda de oração com a ajuda de uma banda que toca uma canção invocando o Espírito Santo, entretanto realizo uma oração, a banda toca, assim intercalado... Pretende-se desta maneira ajudar as pessoas a rezar, a entrar em comunhão com Deus, a sentir a alegria de viver, a alegria de acreditar, aquilo de que o Papa Francisco tantas vezes fala, a alegria do Evangelho! O musical está marcado precisamente com esta alegria, com esta vida, com esta participação das pessoas em palco mas também das pessoas que estão a assistir. Outro objectivo é espalhar a Mensagem de Fátima que é uma mensagem evangélica, uma mensagem de conversão, de arrependimento, de oração, de intercessão pelos outros. Como estamos no centenário das Aparições de Fátima, vamos apresentar a figura de Nossa Senhora como modelo de vida cristã, modelo de vida simples, de fé, de esperança, de confiança em Deus, a alegria de servir.

 

Pode falar-nos um pouco da estrutura do musical?

O musical tem cerca de treze músicas que são intercaladas com o texto, com o guião. Depois do momento de animação e da oração profunda, mas de improviso, num encontro pessoal com Deus, é que começa propriamente o musical. O guião fala na história da Salvação, fala um pouco das Aparições de Fátima, de uma forma resumida, e depois tem uma oração em cada parte. Há uma reflexão, uma apresentação da Mensagem de Fátima e depois uma oração profunda, porque uma coisa é falar de Deus, outra coisa é falar com Deus, fazer silêncio, sentir Deus! As orações serão intercaladas com músicas que serão maioritariamente tocadas pela “Banda Nova Esperança”. Além desta animação musical temos um grupo de perto de 35 pessoas que em palco acompanha muitas das músicas com coreografias, danças, cenas bíblicas... Mostramos Jesus, Nossa Senhora, São José, Jesus com a Cruz às costas, Jesus Ressuscitado... tudo com os trajes adequados. É um trabalho variado, onde desejamos que as pessoas que estão na plateia participem connosco, ou seja, que haja uma interacção com o público: cantando, rezando, batendo palmas, fazendo até alguma coreografia... (risos). E assim também apresentamos um rosto de uma Igreja mais alegre, mais bonita, mais atractiva.

Os elementos participam voluntariamente, em espírito de missão?

Sim. O grupo das coreografias é composto por pessoas das minhas paróquias, de Frossos, Panoias e Parada de Tibães e há também um grupo que vem de Fafe, que já trabalhou comigo noutros musicais. Há dois grupos, mas muitas vezes estão ambos em palco. Ao todo chegamos a ter mais de quarenta pessoas em palco.

 

Podemos dizer que é uma iniciativa trabalhosa.

Este projecto dá muito trabalho, tivemos e temos muitos ensaios – desde Janeiro que ensaiamos uma vez por semana – mesmo em Fafe, onde vou também uma vez por semana. As pessoas estão contentes, alegres, felizes, são pessoas de todas as idades: crianças, adolescentes, jovens e adultos que se sentem felizes por participar neste trabalho de evangelização musical. Como é um trabalho que é muito diversificado, com recurso a imagem, som, dança e coreografia, tem a sua graça e a sua beleza porque é uma forma diferente e nova de falar de Jesus Cristo, num tom alegre! Às vezes, na Igreja, temos um tom um pouco triste, dos funerais, da morte... uma dimensão mais triste que é apresentada! E esta é uma forma de dar um rosto mais alegre à Igreja levando as pessoas a participar, sentindo-se bem e felizes... tanto por parte de quem participa activamente como de quem está no público: esperemos que também sejam activos nessa participação! (risos)

Pretende-se desta maneira ajudar as pessoas a rezar, a entrar em comunhão com Deus, a sentir a alegria de viver, a alegria de acreditar, aquilo de que o Papa Francisco tantas vezes fala, a alegria do Evangelho! 


Porquê cantar?

Deus deu-me algum talento, algumas qualidades e eu gosto de cantar, já gravei quatro CDs. Acho que tenho jeito para a música e tenho muito amor à Igreja, amor a Deus. Isto dá muito trabalho, mas é feito com muito amor. Economicamente, muitas vezes não há retorno, mas a alegria e satisfação deste trabalho feito com as pessoas é imensa. Sou padre há 34 anos e desde sempre que a minha forma de estar foi esta, activa, dinâmica, de chamar as pessoas para a Igreja. Lembro-me das minhas paróquias, logo nos primeiros anos, onde fiz uma coisa parecida na primeira paróquia onde estive, com jovens... Tenho este gosto de chamar as pessoas para a Igreja!

É uma forma de chegar a pessoas de todas as idades...

Exactamente. Hoje as pessoas gostam de dança, de coreografia... Já há muitos anos que faço com as crianças da catequese actividades que envolvem música com coreografias e gestos. Foi precisamente a partir daí que me lembrei de fazer um trabalho mais completo como este.

  

Foi tudo preparado pelo Pe. Albano?

O guião é da minha iniciativa, embora tenha pesquisado os temas em livros. Tentei fazer um trabalho mais completo da apresentação da mensagem cristã. Eu sou o autor da ideia, dos textos, as músicas são conhecidas da maior parte das  pessoas, fui eu que fiz as coreografias, sou eu que as ensaio... (risos). Também sou eu que ando a divulgar nos vários meios de comunicação para dar a conhecer este trabalho que me parece muito bonito e que também gostaria de ver divulgado pelos meus colegas. É que em Braga acontece a 06 de Maio, mas já há outros espectáculos agendados.

Às vezes, na Igreja, temos um tom um pouco triste, dos funerais, da morte... uma dimensão mais triste que é apresentada! E esta é uma forma de dar um rosto mais alegre à Igreja levando as pessoas a participar, sentindo-se bem e felizes...


Em que outros sítios será apresentado o musical?

O primeiro é no próximo Sábado, dia 22 de Abril, nos Bombeiros Voluntários de Amares, às 21h00. Procurei o salão de várias localidades porque costumam ser sítios muito amplos, boas condições e estão muitas vezes livres. É o que acontece durante as próximas apresentações, sempre no salão dos Bombeiros. Na sexta-feira, dia 28, iremos a Vila Verde e no Sábado, 29, estaremos em Celorico de Basto, também à mesma hora. Domingo, dia 30, iremos até à Póvoa de Lanhoso pelas 15h30. Depois do dia 06 de Maio, no Auditório Vita, pelas 21h00, ainda estaremos no dia 20 em Fafe, novamente à noite.

  

As pessoas aderem bem a este tipo de iniciativas?

Quem vai, fica contente e feliz. Muita gente não vai porque não sabe o que se passa. Não tem havido muita adesão porque estas coisas precisam de muita divulgação. Nesse sentido tem havido bastante empenho, mas claro que se pode fazer sempre mais e melhor.

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