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4 Jun 2017
Missionários sempre e em todos os lugares
Homilia no Jubileu dos Missionários Espiritanos
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  © Avelino Lima

Sei que os Missionários do Espírito Santo em Portugal estão a celebrar 150 anos de missão e presença no nosso país. É um momento significativo que nos enche o coração, uma oportunidade para demonstrarmos o nosso reconhecimento e gratidão pela obra realizada, pelas pessoas que concretizaram inúmeros sonhos e pelos imensos projectos que só Deus conhece verdadeiramente. Inseridos na história, continuam a querer marcar o futuro com esperança para todos os povos, sabendo que isso supõe uma renovada paixão segundo o que o Espírito lhes concede viver. Sem ignorar as glórias passadas, nem menosprezando as germinações de vida e obras que o futuro poderá proporcionar, estas celebrações são um desafio ao presente, feito de momentos que se sucedem mas carregado de um amor apaixonado à causa do Evangelho e da comunhão eclesial.

Hoje esta pluralidade coabita connosco e desafia-nos permanentemente. Perante este cenário, a tentação é de impor um catálogo doutrinal unívoco que desconsidera o substracto da pessoa. Não há terrenos virgens. Nunca nos deverá ser permitido entrar em monopólios doutrinais que fazem com que a Igreja permaneça num monólogo, que pode até contentar os tradicionalistas, mas que é liminarmente rejeitado por quem não entende os conteúdos ou mensagens. Esta missão de índole plural exige à Igreja uma profunda mudança. Ouvíamos no dia de Pentecostes: “Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na nossa língua materna?” (Act 2,8). O Espírito tem de converter a Igreja para tornar a sua mensagem mais adequada, real, que responda às questões existenciais, próxima de tudo quanto ocupa o quotidiano. Não nos iludamos. Não somos entendidos nem sequer por aqueles que nos ouvem diariamente. Só uma grande conversão mostrará a nossa missionaridade e se nos colocarmos do lado dos critérios intelectuais e de valores que o mundo usa. Deixemos de teimar em esquemas e modos tradicionais de interpretar o bondoso Deus.

Neste grande objectivo, o passado será recordado com gratidão, o futuro será a certeza da esperança para a Igreja e o presente é vivido por todos com paixão. É esta paixão que deve provocar um sério exame de consciência. Se ela existir ou renascer com as celebrações, valeu a pena programar e convocar para juntos fazer festa e agradecer aos antepassados. Se ficarmos só em loas e palavras de circunstância nada ficará desta data. Que o Espírito Santo receba muitos frutos missionários da parte de cada um. Um obrigado eclesial a toda a Congregação e que Deus nos conceda esta graça de presenciar uma Igreja, arquidiocesana ou paroquial, com rosto missionário. Parabéns a tantos intérpretes deste espírito. Que Maria a todos recompense.

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

 

Pode descarregar abaixo o PDF da homilia na íntegra.

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