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Paulo Alexandre Terroso Silva | 7 Out 2017
Lucrar com os tiroteios
Para os fabricantes de armas, qualquer tiroteio é lucro.
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  © The Associated Press | Manchester, N.H., in October 2002.

por Eduardo Jorge Madureira Lopes

 

“Foi o dia mais difícil da minha Presidência”. A declaração de Barack Obama demonstrava a dimensão da tragédia ocorrida no dia 14 de Dezembro de 2012 na escola primária de Sandy Hook, no estado do Connecticut, onde um homem, vestindo um colete à prova de bala e armado com várias armas de fogo, entrou para disparar mais de cem tiros e matar 20 crianças e seis adultos. Não faltará, com certeza, quem se recorde da imagem televisiva do Presidente dos Estados Unidos da América sem conseguir conter as lágrimas por essas crianças com idades entre os cinco e os dez anos. Tinham elas, assinalou Barack Obama, “toda a vida à sua frente: aniversários, licenciaturas, casamentos, filhos...”.

Perante o que foi imediatamente considerado como um dos piores massacres que o país conheceu, Barack Obama reclamou que se controlasse a venda das armas. Poucos meses depois, no dia 18 de Abril, o Senado não foi sequer capaz de aprovar uma daquelas leis suaves que se apresentam para sugerir que alguma coisa irá mudar. A vontade de não perturbar o sossego de uma poderosa associação que defende o livre acesso e utilização de armas, a National Rifle Association (NRA), impediu a entrada em vigor de algo que se afigura básico, o alargamento da verificação de antecedentes criminais de quem pretender adquirir uma arma. Entre os que votaram contra a lei, encontravam-se alguns senadores democratas. A falta de um sinal, ainda que modesto, de vontade de travar as mortandades de ocorrência regular incomodou Barack Obama, que considerou que o Senado lhe tinha proporcionado, talvez, o dia mais frustrante da sua presidência.

“Se uma medida do Congresso pudesse salvar uma pessoa, uma criança, umas centenas, uns milhares, se pudesse prevenir que essas pessoas percam a vida no futuro por causa da violência com armas, protegendo ao mesmo tempo os direitos garantidos pela Segunda Emenda, tínhamos a obrigação de tentar. Esta proposta de lei estava à altura desse teste, mas muitos senadores não estiveram”, afirmou o decepcionado Presidente.

A brutalidade regressou, na terça-feira, às grandes manchetes da imprensa. No dia anterior, em Las Vegas, da janela de um quarto de hotel, um indivíduo disparou contra a multidão que assistia a um espectáculo musical, causando cerca de seis dezenas de mortes e mais de 500 feridos. Ninguém se recorda de um tiroteio tão mortífero quanto este nos Estados Unidos da América.

Um título de jornal chamou a atenção para algo bizarro e inquietante. “477 dias. 521 tiroteios em massa. Zero acções do Congresso”, contabilizava o diário The New York Times, exibindo um calendário assinalando sinistras ocorrências verificadas desde Junho de 2016. Até agora, não houve um só mês que chegasse ao fim sem menos de cerca de uma dezena e meia de dias com tiroteios em massa (um tiroteio em massa, segundo a caracterização do jornal, envolve quatro ou mais pessoas feridas ou mortas num só incidente, sucedido na mesma ocasião e no mesmo local).

Nem o Congresso faz, nem, desta vez, o Presidente dos Estados Unidos da América quer que se faça. Um tão elevado número de mortos não foi capaz de suscitar no sucessor de Barack Obama a vontade de impedir carnificinas futuras (e o que o homem não barafustaria e ameaçaria se tamanha quantidade de mortes tivesse sido causada por um muçulmano). Contra o lobby das armas, nada se move.

“A guerra não é senão comércio”, constatou em certa ocasião o escritor inglês Evelyn Waugh. Para os fabricantes de armas, qualquer tiroteio é lucro.


FONTE: Diário do Minho, 8 de Outubro de 2017, p. 2.

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Palavras-Chave:
Armas  •  Tiroteio  •  Lucro  •  Comércio de Armas  •  EUA  •  National Rifle Association  •  Barack Obama  •  Donald Trump
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