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CMAB | Braga| 4 Abr 2019
Nossa “Mãe Terra”
Frei José Dias de Lima, Ordem dos frades menores
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Estamos a três anos de celebrar os cinquenta anos da 1ª Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente e a situação da Terra, realizada em Estocolmo (Suécia) em junho1972. Foi uma chamada de atenção para a realidade dramática da exploração dos recursos naturais e dos solos, da destruição de milhares de espécies vegetais e animais decisivas para o equilíbrio da Terra,  da introdução de produtos tóxicos na cadeia alimentar e do consumo excessivo de combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo, que poluem o ar que respiramos com emissões de dióxido de carbono e o consequente efeito de estufa.

Em 1992 a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, conhecida como “Eco 92” realizada no Rio de Janeiro alertou para o “risco de coma” da Terra, apontando para o desaparecimento da água potável, a destruição maciça de plantas e animais, o alastrar veloz dos desertos, e as florestas tropicais que albergam 50% das espécies, destruídas ao ritmo de um campo de futebol por minuto.

Em 2015 surgiu o Acordo de Paris, que rege medidas de redução de emissão de gazes de estufa a partir de 2020, a fim de conter o aquecimento global abaixo de 2ºC e a continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 C, e reforçar a capacidade dos países de responderem ao desafio, num contexto de desenvolvimento sustentável. Vejo no facto dos Estados Unidos da era Trump abandonarem este acordo, não mais do que um sacudir a água do capote, por parte de um dos países mais poluidores do mundo.

Pois bem, coloquemos os olhos em S. Francisco de Assis, o Patrono da Ecologia. Ele nos ensina que a fome e as doenças relacionadas com a degradação ambiental se resumem a uma palavra, a pobreza, «o pior inimigo do ambiente», como afirmara, séculos depois, Indira Gandi.

Em Francisco de Assis se unem duas realidades, a ecologia e a dignidade humana. Hoje sabemos como os países ricos, chamados de Primeiro Mundo, quase destruíram as suas reservas biogenéticas e, por outro lado os países subdesenvolvidos, chamados de Terceiro Mundo, continuam detentores de um grande património ecológico. Só a partilha de parte a parte pode trazer a justiça, porque o homem não é um ser estranho à Natureza, mas antes vive com ela, é responsável por ela e a sua vida depende dela.

A verdade é esta, ou os homens dão as mãos nas questões do ambiente ou teremos o pesadelo da uma Terra transformada num cinzeiro, ou de uma Terra respirando por uma máscara de gás, ou de uma Terra feita churrasco por cima do fumo da industrialização descontrolada, ou, simplesmente, a imagem de uma Terra metida num contentor do lixo. É importante que os países ricos abram as janelas da sua riqueza ao países pobres industrialmente falando, mas ricos de bens naturais, e a partilha de responsabilidades seja assumida com gestos concretos de defesa do meio ambiente de parte a parte.

Enfim, o Dia da Terra é  um desafio a todos para que cada um faça a sua parte na preservação do ambiente com coisas muito práticas que estão ao nosso alcance como separar os resíduos, evitar o uso de embalagens e objectos de plástico, poupar água e energia, plantar árvores (evitar o eucalipto), usar menos o transporte pessoal e optar por transportes públicos ou veículos não poluentes, entre outras medidas.

O problema da ecologia é um problema da nossa sociedade e S. Francisco de Assis, no «Cântico do Irmão Sol», ou «Cântico das Criaturas», nos convida a irmanar a nossa vida com a Natureza e a respeitar a nossa irmã a «Mãe Terra que nos sustenta e governa».

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 04 de abril de 2019.

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