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CMAB | Moçambique| 8 Mar 2018
Missão, mulheres e dignidade humana
Marta Oliveira | Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB)
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  © Filipa Correia (DACS) | Ocua, Pemba, Moçambique

Ao partirmos em missão, somos convidados a agir no amor de Deus, a viver e a ser testemunho da Sua esperança e bondade. A missão desperta-nos para a importância de acolher a beleza da humanidade, as pessoas, e leva-nos a um encontro onde ousamos sentir o pulsar de um povo que nos acolhe na alegria.

Seja em terras longínquas, exóticas, seja na nossa comunidade paroquial, o compromisso missionário aparece sempre ligado ao reconhecimento da dignidade da pessoa humana. Essa dignidade não é algo que se possa adquirir. É nossa, pertence-nos e ninguém tem o direito de a retirar ou comprimir.

O Papa Francisco, na sua viagem ao Chile, em Janeiro último, encontrou-se com cerca de 500 reclusas do Estabelecimento Prisional de Santiago, na capital do país, onde afirmava que a privação de liberdade não deve significar a privação da dignidade. Como ninguém deve ficar privado dela, pediu-nos igualmente para cuidar e acariciar cada pessoa.

A missão, enquanto serviço às pessoas e à sua dignidade intrínseca, acalenta o sonho de que é possível transformar o mundo, no respeito, solidariedade e na fraternidade. Esse partir mostra-nos rostos que nos transformam e nos motivam a sermos cada vez mais fortes e comprometidos. Muitos deles são de mulheres: grandes testemunhos de enormes corações, que lutam, dia após dia, por um futuro melhor.

Conheci a mãe Laurinda quando passei o mês de agosto, em 2008, no Chinguar, bem no seio do planalto central de Angola. Era uma verdadeira mãe africana: dos seus filhos, mas também de uma aldeia inteira. Cozinheira na missão do Chinguar, cumpria as restantes tarefas com um belo sorriso no rosto e uma bondade, de imediato, visível. Sempre pronta para ajudar quem precisasse, a mãe Laurinda tinha sempre uma receita à mão perante alguma dificuldade. “Tudo passa”, repetia.

Em 2014, rumei à Guiné-Bissau, onde conheci duas angélicas. Também cozinheiras, ambas recebiam as pessoas com enorme simplicidade. Apercebi-me da sua entrega à missão à medida que as conhecia nas tarefas e nas partilhas do dia-a-dia: mulheres determinadas em aprender sempre mais, para que terem o que partilhar com as suas famílias e comunidades.

Da Guiné, guardo igualmente no meu coração, com alegria e ternura, o testemunho da Irmã Sílvia. O olhar dela transparecia humanidade numa comunidade em que a palavra “irmã” era dita tantas vezes por tantas crianças, sempre com a certeza de que seriam acolhidas com imenso amor. Com a Irmã Sílvia, senti a grandeza de se ser instrumento de Deus, para semear alegria no rosto do outro e ser-se construtor de um mundo de esperança.

Duas destas mulheres lutadoras que encontrei já morreram: a mãe Laurinda em Fevereiro de 2009 e uma das angélicas a Novembro de 2016. Ambas marcaram as suas comunidades pelo serviço ao próximo: viveram como mulheres africanas, mulheres missionárias, comprometidas com a defesa e o respeito dos valores humanos, acalentando o sonho de que é possível transformar o mundo num lugar melhor para todos.

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 08 de março de 2018.

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